Vacina Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa potencialmente grave, causada por vírus e transmitida por algumas espécies de mosquitos.

icon-stethoscope-300x300-2Quais os sintomas da febre amarela?

Grande maioria dos indivíduos infectados serão assintomáticos ou terão um quadro brando, mas para alguns indivíduos a infecção apresenta um quadro fulminante. As primeiras manifestações da doença são comuns a muitas doenças como, febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias, as manifestações mais graves ocorrem após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas, confusão mental e cansaço intenso. A maioria dos pacientes mesmo quando desenvolvem a forma mais grave se recuperam bem e ficam imunizados naturalmente. 
 
VaccinationComo Prevenir?
A melhor forma de enfrentarmos a doença e a realização de medidas profiláticas, dentre elas temos a vacina que oferece de forma muito eficiente a imunização daqueles que foram vacinados. 
 
Outra forma eficiente e o combate aos mosquitos vetores, carreiam o vírus como oAedes aegypti. A eliminação dos mosquitos são importantes não apenas para a prevenção da Febre Amarela, mas para outras arboviroses como a Dengue, Chikugunha e Zika. 
 
A população de e São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia receberá a dose fracionada da vacina de febre amarela. A meta é vacinar 95% de 19,7 milhões.
 
 
medical-recordsQuem deve receber a vacina da febre amarela?

Pessoas de 6 meses a 60 anos de idade que moram ou que vão viajar para regiões de risco. A zona próxima ao litoral do Brasil está fora da região de febre amarela. Importante saber que quem vai viajar deve receber a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem.

 
 
Todos podem tomar a vacina?
Não. Sendo uma vacina viva, alguns grupos etários e pacientes de doenças crônicas precisam tomar precauções específicas.
 
Indivíduos ou grupos com  distúrbio do sistema imunológico tem contra-indicação à vacinação. 
 
A vacina é formada por virus atenuado , para ser efetiva precisa que o sistema imunológico esteja funcionando corretamente. Estes grupos incluem as pessoas com 60 anos ou mais, pacientes com diagnósticos de doenças crônicas que podem levar a imunodepressão como AIDS, câncer, lúpus e diabetes descontrolada. 
 
 
hospitalO paciente em tratamento oncológico deverá ter sua vacinação adiada para pelo menos seis meses após o término da quimioterapia e/ou radioterapia. Entretanto, antes de vacinar é bom consultar o médico oncologista  para saber se não há risco de receber a vacina. 
 
 
Uma das variáveis que influenciam nessa decisão é o estilo de vida. Se o indivíduo não sair muito de casa e morar em área sem ocorrência de febre amarela, é melhor não se vacinar. Ele pode tomar precauções como utilizar usar repelentes, colocar telas nas janelas e evitar áreas com mata. No entanto, se o idoso ou pacientes com câncer tiver a imunidade normal, morar em área com circulação do vírus, frequentar matas e beira de rios, é necessário conversar com seu médico para avaliar o benefício da imunização.
 
 

O que é Hiperplasia Atípica da Mama ?

1A hiperplasia acontece quando as células crescem de forma não usual, É uma alteração benigna, que pode atingir várias partes do corpo, como as mamas. Quando isso acontece é chamado de hiperplasia da mama, que pode ser ductal ou lobular. A Hiperplasia atípica ocorre quando esse crescimento nao usual é mais intenso.

Ainda não há fatores estabelecidos, mas algumas mulheres, durante o processo natural de envelhecimento, desenvolvem a hiperplasia mamária quando células normais crescem dentro do tecido mamário, em tamanho e número. A hiperplasia pode atingir tanto os ductos (Hiperplasia Ductal) quanto os lóbulos (Hiperplasia Lobular).
 
 
 
Hiperplasia Atípica
 

Existem sintomas?⠀

Normalmente, a mulher não apresenta sintomas da hiperplasia, que geralmente é diagnosticada em exames preventivos de rotina.
 

stethoscopeUma vez que o médico detecta uma hiperplasia atípica nas mamas, o cuidado deve ser redobrado. Muitas vezes se sugere ampliação cirúrgica da área diagnosticada e além disso sugere-se seguimento periódico clinico e com exames de imagem.

8 Dicas para Dormir Melhor!

Uma vida saudável é baseada em 3 pilares fundamentais: uma boa alimentação, descanso adequado e prática de atividades físicas regulares!

Uma boa noite de sono é vital para repor as energias!
Dicas para Dormir Melhor
 
Por isso seguem medidas simples para combater a insônia!
 
  1. Deite-se somente quando estiver com sono. Se você não consegue dormir, é melhor levantar-se e dedicar-se a outra atividade durante um tempo. Volte para a cama somente quando tiver sono.
  2. Use a cama e o quarto apenas para dormir, não para outras atividades como assistir televisão ou ler.
  3. Estabeleça uma rotina de sono: procure deitar e levantar sempre em um mesmo horário, todos os dias. Isso é importante, pois fará com que o seu corpo crie uma rotina de sono.
  4. Faça exercício, por pouco que seja.
  5. Evite bebidas estimulantes como chá ou café, antes de ir dormir.
  6. Não beba grande quantidade de líquidos antes de dormir para evitar visitas ao banheiro durante a noite que interrompam o seu sono.
  7. Tome os medicamentos prescritos para dor ou para dormir no mesmo horário todas as noites
  8. Relaxe antes de dormir: um banho, uma leitura agradável ou beber um chá quente são opções que facilitam na hora de descansar e ter uma longa  e tranquila noite de sono

Alguns casos de insônia merecem tratamentos mais rigorosos. Por isso, o ideal é sempre procurar ajuda médica especializada!

Açúcar e Câncer

 

Existe relação entre o açúcar e câncer?

 
Todas células, cancerígenas ou não, utilizam a glicose como fonte de energia, ou seja, todas são “alimentadas” por este açúcar. A glicose é tão importante para o funcionamento do organismo que este tem uma série de estratégias para manter os níveis de açúcar no sangue (glicemia) normais.
 
açúcar e câncer
A glicose é um nutriente obtido a partir dos carboidratos encontrados em alimentos como doces, frutas, cereais, arroz, milho, farinha, macarrão, pão e em vegetais que contêm fécula como batata, mandioca ou inhame.
 
Além da origem alimentar, essa energia pode ser fornecida às células através da produção pelo próprio organismo, a partir da proteína, quando não se incluem hidratos de carbono na dieta.
 
Muitos doentes oncológicos evitam os carboidratos, pois pensam que o açúcar pode promover o crescimento das células cancerígenas. Essa atitude é contraproducente, quando se pretende a manutenção de um adequado estado nutricional e quando se está perante os efeitos secundários do cancer e dos tratamentos. A própria eliminação dos carboidratos da alimentação é geradora de stresse, o que proporciona a ativação de mecanismos que aumentam a produção de hormônios que podem elevar a glicemia e prejudicar a função imunitária.

Então por que existe esse boato?

A relação entre açúcar e cancer surge por via indireta. O consumo de grandes quantidades de alimentos ricos em açúcar pode significar uma dieta excessiva em calorias, favorecendo o aparecimento de excesso de peso/obesidade. É esse excesso de gordura que se relaciona com o aumento considerável do risco de diversos tipos de cancer.
 
Outro fator que pode ter contribuído, foram dados de estudos de dietas cetogênicas (dietas com menos de 20g de carboidrato por dia)  em casos de tumores cerebrais. Contudo, os estudos estão em andamento e ainda não há conclusões suficientes suscetíveis de considerar este tipo de dietas como adequadas em oncologia, até porque também apresentam desvantagens (sabor, aceitabilidade, possível perda de peso).
 
A alimentação do doente oncológico deve ser baseada nos princípios de uma alimentação saudável, ou seja, equilibrada, variada e completa. Além disso, a atividade física tem um importante papel na estabilização dos níveis de açúcar sanguíneos, devendo a sua prática e continuidade ser incentivada.
 

Glicose – Nossa fonte de energia!


Procurar na internet o termo “açúcar e câncer” nos leva a textos com frases como “açúcar alimenta o câncer”ou “açúcar principal comida do câncer”.
 
A idéia do açúcar ser o combustível das células cancerosas é uma maneira extremamente simplista de explicar uma biologia celular complexa.
 
Para começar temos que entender o que é realmente o açúcar.
O açúcar vem de diferentes formas. A forma molecular mais simples é a glicose e a frutose. Essas moléculas simples podem se juntar e formar as moléculas que chamamos de carboidratos. Os carboidratos são nossa principal fonte de energia.
 
A forma que conhecemos o açúcar, é formado por cristais de glicose e frutose. O açúcar branco que conhecemos e uma das formas mais simples dos carboidratos. Este açúcar é refinado, ou seja ele é processado de sua fonte natural. No refinamento, aditivos tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse processo retira vitaminas e sais mineirais, deixando apenas as “calorias vazias” (sem nutrientes). Alimentos não processados também podem ser ricos em açúcar como o mel.
 
Os polisacarídeos são compostos que possuem varias cadeias de glicose unidos. Alimentos como arroz, macarrão, pão, vegetais como batata, podem não ser doce mais são ricos em açúcar. Estes são carboidratos mais complexos.
 
A glicose é o combustível essencial de todas as nossas células. Se bebemos ou comermos alimentos ricos em carboidratos simples como o açúcar este vira glicose cai no sangue e pode ser usado diretamente por todas as nossas células como fonte de energia. Porem se comermos carboidratos mais complexos como massa ou pão, as enzimas do nosso sistema digestivo irão quebrar esses alimentos em moléculas de glicose que irão ser absorvidas pelo sangue e usadas como fonte de energia de forma mais lenta que o açúcar.

E se pararmos de comer carboidrato?

Se não comermos carboidratos, o nosso organismo vai dar um jeito de quebrar gordura e proteína para formar glicose. Nossas células precisam de glicose para viver!
 

Açúcar e Câncer:

açúcar e cancer
As células do câncer podem se multiplicar mais rápido se usarmos uma grande quantidade de energia como açúcar?
As células do câncer para se multiplicarem elas precisam de muitos fatores além do açúcar  estímulos hormonais, aminoácidos, gorduras e oxigênio. Não é só de glicose que ela precisa. 
 
O mito do açúcar e o câncer nasceu da hipótese de se cortarmos todo o açúcar da dieta as células do câncer parariam de crescer. Infelizmente não é tão simples. Todas as nossas células saudáveis, precisam de glicose também, e não existe maneira de dizermos ao nosso corpo de entregar apenas a glicose as células normais e não entregar as células do câncer.
 
Seguir dietas extremamente restritivas em carboidratos pode atrapalhar nossa saúde à longo prazo. Eliminar esses alimentos pode ser prejudicial, pois eles são importantes fontes de fibras e vitaminas.
 
Então se o açúcar não causa cancer porque temos que nos preocupar?
Cortar o açúcar da dieta não ajuda a tratar o câncer, e o açúcar não leva diretamente ao câncer. Então, por que devemos desencorajar as pessoas a usarem o açúcar como principal fonte de energia? 
 
Porque de forma indireta o açúcar pode aumentar o risco de câncer. Comer muito açúcar durante muito tempo pode levar ao sobrepeso. Evidências científicas mostram que o sobrepeso ou obesidade aumenta o risco de 13 tipos diferentes de câncer. A obesidade após o tabagismo é a segunda maior causa evitável de câncer.
 
A mensagem que devemos levar para casa é que banir o açúcar não vai impedir a replicação das células cancerosas. Porém, podemos reduzir o risco de câncer com escolhas saudáveis. Diminuir a quantidade de açúcar na dieta é um fator importante para mantermos um peso saudável durante toda nossa vida.

Como Lidar com a Fadiga

POST-fadigaA fadiga derivada do câncer é uma sensação persistente de cansaço emocional, físico ou mental. É diferente de exaustão por falta de descanso e não melhora após uma boa noite de sono. A maioria das pessoas em tratamento de câncer sofrem com isso, mesmo após alguns meses.

A fadiga afeta o bem estar do paciente em diversos níveis. Ela pode influenciar as atividades diárias, as relações, o humor, as emoções, a performance no trabalho e até a postura a respeito do tratamento e do futuro.

Por isso, deve ser diagnosticada e tratada assim que possível. Para isso, é preciso identificar sua causa.

Dor: Se estiver relacionada a uma dor, geralmente consequência da doença ou do tratamento, é preciso cuidar da dor. Muitos medicamentos também causam cansaço físico e sonolência,

Então é importante conversar com seu (sua) médico(a) sobre isso para que ele(a) encontre uma solução.

 Depressão, ansiedade ou estresse: O diagnóstico do câncer o o período do tratamento podem provocar essas sensações, que podem acarretar em fadiga.

Tratar desses efeitos costuma fazer uma grande diferença no cansaço dos pacientes.

Sono: Dores, estresse e preocupação podem afetar o sono do paciente e impedí-lo de dormir. Isso também pode ser causado por determinados medicamentos. Dormir por mais horas à noite ou tirar cochilos ao longo do dia podem ajudar a diminuir o cansaço.

Anemia: Redução do número de góbulos vermelhos saudáveis é comum em pacientes com câncer. A condição pode ser agravada com uma dieta carente em ferro. O tratamento pode incluir suplementos, transfusões e uma dieta nutritiva.

Carência de vitaminas e nutrientes: uma alimentação balanceada é essencial para quem está em tratamento de um câncer.
Se necessário, consulte um nutricionista para montar uma dieta que atenda às suas necessidades e limitações.

Procure seu médico caso sinta algum sintoma mencionado acima. 

Tumores cerebrais

 
icon-especialidadesDe todos os tumores malignos no mundo, cerca de 2% correspondem ao câncer do SNC. Em termos de incidência, o câncer do SNC é o 14º tipo mais frequente em homens com o risco estimado de 3,9/100 mil e o 15º entre as mulheres, com o risco estimado de 3,0/100 mil. Apesar de esse tipo de tumor ser relativamente raro, contribui, de forma significativa, para a mortalidade no mundo inteiro.
 
Para o Brasil, no ano de 2016, estimam-se 5.440 casos novos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) em homens e 4.830 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 5,50 casos novos a cada 100 mil homens e 4,68 para cada 100 mil mulheres 
 
medical_checklist-512Quais são os fatores de risco?
Algumas ocupações são consideradas como possíveis fatores de risco, como trabalhadores do setor de radiologia, da indústria nuclear, de minas subterrâneas, entre outros, por estarem mais expostos às radiações ionizantes. A correlação de radiação gerada por radiofrequência, telefonia móvel e telecomunicação com o câncer permanece inconclusivo. A herança genética também é citada como risco para alguns tipos de câncer do SNC.
 

icon-stethoscope-300x300-2Quais os sintomas mais frequentes?
Convulsão é um dos primeiros sintomas, ela pode se apresentar de diversas maneiras, como desmaio, tremores e espasmos involuntários e perda do controle muscular. Outros sintomas comuns são:
– Dor de Cabeca associada normalmente nauseas e vomitos.
– Alterações visuais, visão dupla ou perda da visão.
– Problemas de memoria ou de pensar claramente.
– Fraqueza nos bracos e nas pernas
– Alteração da personalidade.
É importante lembrar que estes sintomas podem estar frequentemente associados a condições benignas.
 

dentist_iconComo fazer o diagnóstico?
Procure seu médico, ele avaliara a necessidade de realizar exames de imagens.
O melhor exame para visualizar os tumores cerebrais é a ressonância nuclear magnética do crânio. A tomografia computadorizada também pode ser útil, mas tem menor resolução do que a ressonância. É sempre necessário obter tecido da lesão suspeita através de biópsia ou da remoção cirúrgica da lesão.
 
Quais são os tipos de tumores do cérebro?
Gliomas:
Estes tumores começam no cérebro ou medula espinhal e incluem astrocytomas, ependymoma, glioblastomas, oligoastrocytomas e oligodendrogliomas.
Meningiomas:
Um meningioma é um tumor que surge das membranas que cercam seu cérebro e medula espinhal (meninges). A maioria dos meningiomas não são malignos.
Neuromas acústicos (schwannomas):
Estes são tumores benignos que se desenvolvem nos nervos que controlam o equilíbrio ea audição que levam do ouvido interno ao cérebro.
Adenomas pituitários:
Estes são principalmente tumores benignos que se desenvolvem na glândula pituitária na base do cérebro. Estes tumores podem afetar os hormônios pituitários com efeitos em todo o corpo.
PNETs.
Os tumores neuroectodérmicos primitivos (PNETs) são tumores cancerosos raros que começam em células embrionárias (fetais) no cérebro. Eles podem ocorrer em qualquer lugar do cérebro.
Gliomas.
Estes tumores começam no cérebro ou medula espinhal e incluem astrocytomas, ependymoma, glioblastomas, oligoastrocytomas e oligodendrogliomas.
Meningiomas.
Um meningioma é um tumor que surge das membranas que cercam seu cérebro e medula espinhal (meninges). A maioria dos meningiomas não são cancerosos.
Neuromas acústicos (schwannomas).
Estes são tumores benignos que se desenvolvem nos nervos que controlam o equilíbrio ea audição que levam do ouvido interno ao cérebro.
 
Adenomas pituitários.
Estes são principalmente tumores benignos que se desenvolvem na glândula pituitária na base do cérebro. Estes tumores podem afetar os hormônios pituitários com efeitos em todo o corpo.
Meduloblastomas.
Estes são os tumores cerebrais cancerosos mais comuns em crianças. Um meduloblastoma começa na parte inferior da parte posterior do cérebro e tende a se espalhar através do líquido espinhal. Estes tumores são menos comuns nos adultos, mas ocorrem.
PNETs.
Os tumores neuroectodérmicos primitivos (PNETs) são tumores raros que começam em células embrionárias (fetais) no cérebro. Eles podem ocorrer em qualquer lugar do cérebro.
Tumores de células germinativas.
Tumores de células germinativas podem se desenvolver nos testículos ou ovários. Mas às vezes os tumores de células germinativas se deslocam para outras partes do corpo, como o cérebro.
Craniofaringiomas.
Estes raros tumores benignos começam perto da glândula pituitária do cérebro, que secreta hormônios que controlam muitas funções corporais. Como o craniofaringioma cresce lentamente, pode afetar a glândula pituitária e outras estruturas perto do cérebro.
 

medicineTratamento:
O tratamento vai depender do tipo de tumores e se ele é benigno ou maligno e de alto grau (proliferação rápida) ou baixo grau (proliferação lenta).
Cirugia: É o tratamento principal, o cirurgião tentar tirar o máximo de tumor possível, mas nem sempre é possível tirar todo o tumor. O tamanho e a localização podem tornar mais difícil a ressecção. 
Radioterapia: A radioterapia é o metodo de tratamento local, com ação no tumor, uma irradiação é emitida diretamente no tumor para matar as células malignas. Na maioria das vezes o paciente não precisa se internar para receber o tratamento que é aplicado ambulatorialmente.
Quimioterapia: É usada em combinação com a radioterapia para aumentar a morte das celas malignas. A quimioterapia também pode ser usada sozinha após o termino do tratamento da radioterapia ou quando a doença recorre.

CONITEC abre consulta pública sobre inclusão de medicamentos para tratamento do câncer de mama metastático no SUS !!

Consulta PublicaHá meses o órgão avaliava pedidos de inclusão no SUS de uma terapia combinada, composta pelos medicamentos trastuzumabe e pertuzumabe, para controle do câncer de mama metastático HER2+, um subtipo mais agressivo do câncer de mama, ampliando assim as possibilidades terapêuticas para essas pacientes. O trastuzumabe mudou a forma como o câncer de mama é tratado no mundo e figura na lista de medicamentos básicos para combater o câncer criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), usada para orientar governos na decisão de oferta de medicamentos para a população. Esse medicamento já é ofertado desde 2012 na rede pública de saúde, mas apenas para pacientes com câncer de mama inicial e localmente avançado, ou seja, pacientes que apresentam metástases (tumores que surgem em outros órgãos distantes da mama) não têm atualmente acesso ao tratamento gratuito no SUS, apesar de terem indicação para uso com resultados expressivos. Já o pertuzumabe é uma terapia desenvolvida especificamente para tratar o câncer em sua fase mais avançada, em combinação com o trastuzumabe, potencializando seus efeitos e ampliando os benefícios às pacientes. Pacientes que dispõem de convênios de saúde têm acesso a ambos os tratamentos no Brasil.

Frente aos pedidos de incorporação da terapia combinada, a CONITEC abriu duas consultas públicas distintas. Uma, com parecer favorável à inclusão, referente apenas ao trastuzumabe, revendo uma postura anterior, uma vez que essa incorporação já foi negada para pacientes com câncer de mama metastática no passado, e outra, com parecer desfavorável, referente à inclusão da terapia combinada, sobre a inclusão dos dois tratamentos. O objetivo das consultas é ouvir pacientes, familiares, amigos, cuidadores, profissionais de saúde, integrantes de ONGs, entre outras pessoas que convivem com o câncer de mama, para que emitam opiniões.

O estudo CLEOPATRA (2013) identificou que a combinação trastuzumabe + pertuzumabe pode proporcionar 56,5 meses de vida a mais a pacientes com câncer de mama metastático. O estudo Estimativa de Mortes Prematuras por Falta de Acesso à Terapia AntiHER2 para Câncer de Mama Avançado no Sistema Público de Saúde Brasileiro, estima que, em 2016, 2008 pessoas foram diagnosticadas com câncer metastático HER2 segundo pesquisa publicada pelo Journal of Global Oncology. Destas, somente 808 mulheres estariam vivas em 2018 caso recebessem apenas a quimioterapia, intervenção padrão do SUS. Porém, 1.408 vidas seriam preservadas se a quimioterapia fosse acrescida do trastuzumabe e 1.576 permaneceriam vivas caso recebessem o padrão ouro: trastuzumabe + e pertuzumabe. Ou seja, 768 mortes prematuras seriam evitadas em dois anos com o uso da terapia combinada.

O estudo Conte-nos, Conheça-nos e Junte-se a Nós (2013), realizado com mulheres com câncer de mama avançado de todo o mundo, constatou que 74% das participantes brasileiras tiveram a saúde emocional negativamente afetada pela doença; ainda, 81% afirmam que a qualidade de vida foi de fato comprometida. Logo, buscar mecanismos que amenizem tais dificuldades e ofereçam chances reais de maior controle da doença, com prognóstico de maior tempo de vida faz parte da bandeira erguida pela FEMAMA em defesa de quem convive com câncer de mama no estágio mais avançado.

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), defende a inclusão do medicamento trastuzumabe na rede pública de saúde para câncer de mama metastático como medida mínima e fundamental, de grande impacto para as pacientes. Além disso, defende também a inclusão da associação trastuzumabe e pertuzumabe, visto que essa é a tecnologia mais avançada disponível, capaz de ampliar os efeitos positivos sobre as pacientes e evitar o problema do acesso desigual aos tratamentos e da judicialização da saúde. Há mais de uma década nenhuma terapia é incorporada ao sistema público de saúde para atender às suas necessidades, apesar das importantes descobertas feitas pela medicina. Sem acesso à alternativa terapêutica mais moderna e eficaz via Sistema Único de Saúde essas pacientes são expostas a barreiras burocráticas e judiciais para obter o tratamento, aumentando a judicialização da saúde, desequilibrando os gastos públicos, e provocando intenso desgaste emocional de pacientes que já encontram-se em uma condição fragilizada.

PRAZO-Pink-background-with-watch-petals-500x500As consultas públicas permanecerão abertas apenas durante 20 dias, entre 12 de abril e 02 de maio. O objetivo das consultas é ouvir pacientes, familiares, amigos, cuidadores, profissionais de saúde, integrantes de ONGs, entre outras pessoas que convivem com o câncer de mama, para que emitam sua opinião sobre a oferta dos medicamentos. Para estimular a participação da sociedade e auxiliar nesse processo, a FEMAMA lança a campanha #PacientesNoControle, que reúne informações para facilitar a compreensão sobre os desafios enfrentados por pacientes com câncer de mama metastático e a importância de se ampliar o acesso a tratamentos adequados na rede pública de saúde para essas mulheres. A campanha oferece informações sobre como participar de ambas as consultas públicas e disponibiliza uma pesquisa elaborada pela FEMAMA para que pacientes com câncer de mama metastático respondam sobre o impacto da doença e do tratamento em suas vidas. As respostas, que serão concedidas anonimamente, serão compiladas em um documento único a ser entregue à CONITEC para contribuir com a avaliação para inclusão do tratamento. Essa pesquisa conta com o apoio do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, Instituto Oncoguia e Instituto Lado a Lado.

Fonte: Femama

ACESSE O HOTSITE DA CAMPANHA

Saiba mais sobre o tratamento

 

Participe da Consulta

Se você é paciente de câncer de mama, convive com pacientes ou é profissional de saúde, faça sua contribuição direta às Consultas Públicas no site da CONITEC até 02/05

 

1) Consulta Pública CONITEC/SCTIE Nº 13/2017

Pertuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2 positivo metastático em primeira linha de tratamento associado ao trastuzumabe e docetaxel

👉  LINK DO FORMULARIO DA CONITEC

Essa consulta diz respeito à inclusão dos medicamentos pertuzumabe e trastuzumabe no SUS para pacientes com câncer de mama HER2+ em estágio metastático

 

2) Consulta Pública CONITEC/SCTIE Nº 14/2017

Trastuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo metastático em primeira linha de tratamento

👉  LINK DO FORMULARIO DA CONITEC

Essa consulta diz respeito à inclusão do medicamento trastuzumabe (sem o uso de pertuzumabe) no SUS para pacientes com câncer de mama HER2+ em estágio metastático

Fertilidade

fertilidadeApesar da gravidez, às vezes, ser possível durante o tratamento de câncer, não é prudente engravidar, uma vez que alguns tratamentos podem provocar malformações no feto.
 
Recomenda-se que o paciente use métodos contraceptivos para evitar a gravidez durante o tratamento do câncer e até mesmo algumas semanas ou meses após o término do tratamento.
 
As mulheres podem ter períodos menstruais irregulares ou sem sangramento durante o tratamento, o que não significa que não poderão engravidar.Portanto, o controle de natalidade ainda é necessário. Nos homens, os tratamentos podem reduzir ou danificar os espermatozoides. Mesmo assim, eles muitas vezes voltam a ser férteis após o tratamento.
 
Se você planeja ter filhos, é normal que surja a preocupação sobre como o tratamento afetará sua fertilidade. Converse com seu médico antes do início do tratamento sobre quaisquer questões ou preocupações que você tem sobre sua fertilidade e o tratamento do câncer.
Isto ajudará a tomar decisões que mais sejam benéficas à você.

Mitos e Verdades sobre a Mamografia

O Mês de conscientização do câncer de mama está acabando, e você deve ter milhões de desculpas para não fazer a mamografia anual, mas suas razões podem não ser tão boas quanto pensa. Vejamos: Sou muito jovem para fazer o exame. O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres a partir dos 55 anos de idade, mas, também pode acometer mulheres jovens. O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. Para mulheres com risco aumentado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. No Brasil, mulheres a partir dos 40 anos de idade, têm amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento, apesar da falta de recomendação formal pelo Ministério da Saúde. Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco. É verdade que se o câncer de mama acomete sua família, você tem maior risco de ter a doença, principalmente se sua mãe ou irmã já tiveram. Mas, a maioria das mulheres que tem câncer de mama  (85%) não tem histórico familiar da doença. Portanto, faça o rastreamento mamográfico de qualquer maneira. A radiação é muito arriscada. A mamografia utiliza raios X para formar a imagem da mama e é utilizada para o rastreamento do câncer de mama. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido. Eu tenho medo do que pode ser encontrado. Cerca de 80% dos nódulos encontrados nas mamas tendem a ser benignos. A mamografia também não altera nada, apenas mostra com precisão o que já está lá. Se for encontrada alguma alteração na mamografia é importante fazer o diagnóstico e o tratamento, se necessário, para evitar futuras complicações. É um exame muito caro. Não. Toda paciente atendida pelo SUS não paga nada para a realização da mamografia. Todos os convênios e seguros de saúde cobrem o custo do exame. A mamografia dói. A mamografia é um exame muito rápido, pode provocar dor, em algumas mulheres, dependendo da sensibilidade individual, mas é tolerável, e o desconforto provocado pelo exame é breve. O que pode ajudar:
  • Agende seus exames quando suas mamas estiverem menos sensíveis, ou seja, não agende antes da menstruação.
  • Tome um analgésico antes do exame para aliviar a dor.
  • Deixe que a técnica saiba que você pode estar sensível. Ela poderá assim  ser capaz de tornar o exame menos doloroso oferecendo uma experiência positiva.
Eu não tenho nódulos nas mamas tenho que fazer mamografia. Nas mamografias podem encontrar-se pequenos nódulos com tamanho de 1 milímetro, até 3 anos antes de você poder senti-los. Os tumores pequenos, em estágio inicial, são tratáveis e o diagnóstico precoce tem chance de até 95% de cura. Eu sou uma pessoa muito ocupada. Reserve um tempo. Uma mamografia dura entre 15 a 30 minutos, e é parte de seus exames de rotina anuais. Será muito mais demorado se você ficar doente. Meus seios são muito densos. A mamografia pode não ser tão eficaz na detecção de nódulos ou lesões cancerosas em mamas densas, mas também não é inútil. Se sua mamografia não está clara em função das mamas densas, poderá ser feito um segundo exame de imagem, por exemplo, ultrassom ou ressonância magnética. Eu me alimento bem e me exercito regularmente, logo, não corro riscos. Dieta equilibrada e prática de exercícios para manter uma vida saudável podem diminuir o risco de um câncer de mama, mas não o elimina completamente, por conta disso é muito importante a realização da mamografia a partir dos 40 anos. Cuide de sua saúde, cuide de suas mamas! Previna-se! Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores serão as chances de cura!   Fonte: Oncoguia

O que é o Carcinoma Ductal Infiltrante de Mama

O que e carcinoma ductal infiltranteO Carcinoma Ductal Infiltrante de Mama é o tipo mais comum de câncer de mama invasivo, representando aproximadamente 80% dos casos.

As células ductais cancerosas nascem nos ductos mamários (ductos por onde drena o leite durante a amamentação). Nos carcinomas invasivos as celulas cancerosas atravessam o ducto e invadem o estroma, tecido em volta do ducto. Essas células possuem a capacidade de invadir outros tecidos e crescer tanto localmente quanto de se espalhar pelas veias e vasos linfáticos. E importante lembrar que o carcinoma ductal infiltrante difere do carcinoma situ, o carcinoma in situ não atravessa a barreira do ducto e não tem potencial, por estar contido, de formar metástases.

Diagrama mostrando carcinoma ductal in situ (DCIS)

Os subtipos dos carcinoma ductais são:

• Carcinoma tubular (geralmente menos agressivo); • Carcinoma medular (geralmente afeta mulheres mais jovens, pode estar associado a mutações predisponentes ao câncer); • Carcinoma mucinoso (geralmente acomete mulheres após a menopausa, associado a melhor prognóstico); • Carcinoma papilífero (frequentemente associado a CDIS, geralmente de bom prognóstico); • Carcinoma cribiforme (geralmente de bom prognóstico).
O carcinoma ductal invasivo tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau de expressão da proteína Her-2. Esta caracterização é feita pela técnica denominada de imunohistoquímica. Em relação à caracterização da proteína Her-2, pode se fazer necessário teste adicional, denominado de FISH, que consiste em um teste molecular para se ter certeza em relação à expressão de Her-2. A importância do resultado da pesquisa de receptores hormonais e Her-2 está relacionada à possibilidade de se utilizar terapias-alvo.