O que é Hiperplasia Atípica da Mama ?

1A hiperplasia acontece quando as células crescem de forma não usual, É uma alteração benigna, que pode atingir várias partes do corpo, como as mamas. Quando isso acontece é chamado de hiperplasia da mama, que pode ser ductal ou lobular. A Hiperplasia atípica ocorre quando esse crescimento nao usual é mais intenso.

Ainda não há fatores estabelecidos, mas algumas mulheres, durante o processo natural de envelhecimento, desenvolvem a hiperplasia mamária quando células normais crescem dentro do tecido mamário, em tamanho e número. A hiperplasia pode atingir tanto os ductos (Hiperplasia Ductal) quanto os lóbulos (Hiperplasia Lobular).
 
 
 
Hiperplasia Atípica
 

Existem sintomas?⠀

Normalmente, a mulher não apresenta sintomas da hiperplasia, que geralmente é diagnosticada em exames preventivos de rotina.
 

stethoscopeUma vez que o médico detecta uma hiperplasia atípica nas mamas, o cuidado deve ser redobrado. Muitas vezes se sugere ampliação cirúrgica da área diagnosticada e além disso sugere-se seguimento periódico clinico e com exames de imagem.

Consulta Pública – Tratamento câncer de mama HER2 +

 

PacientesnocontroleCONITEC abre consulta pública sobre inclusão de medicamentos para tratamento do câncer de mama metastático no SUS!!!

O órgão avalia pedidos de inclusão no SUS de uma terapia combinada, composta pelos medicamentos trastuzumabe e pertuzumabe, para controle do câncer de mama metastático HER2+, ampliando assim as possibilidades terapêuticas para essas pacientes.

O uso da Terapia combinada do trastuzumab e pertuzumab em pacientes metastaticas com HER2 positivo leva a um melhor controle da doença e aumento significativo na sobrevida.

INFELIZMENTE O USO DESSAS DROGAS EM PACIENTES COM CANCER DE MAMA METÁSTATICO HER 2+ NAO ESTA DISPONÍVEL NO SUS.

TODAS AS PACIENTES DEVEM TER ACESSO AO TRATAMENTO

 

Participe da Consulta

Se você é paciente de câncer de mama, convive com pacientes ou é profissional de saúde, faça sua contribuição direta às Consultas Públicas no site da CONITEC até 02/05

 

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1) Consulta Pública CONITEC/SCTIE Nº 13/2017

Pertuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2 positivo metastático em primeira linha de tratamento associado ao trastuzumabe e docetaxel

👉  LINK DO FORMULARIO DA CONITEC

Essa consulta diz respeito à inclusão dos medicamentos pertuzumabe e trastuzumabe no SUS para pacientes com câncer de mama HER2+ em estágio metastático

2) Consulta Pública CONITEC/SCTIE Nº 14/2017

Trastuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo metastático em primeira linha de tratamento

👉  LINK DO FORMULARIO DA CONITEC

Essa consulta diz respeito à inclusão do medicamento trastuzumabe (sem o uso de pertuzumabe) no SUS para pacientes com câncer de mama HER2+ em estágio metastático

Saiba mais sobre o tratamento

CONITEC abre consulta pública sobre inclusão de medicamentos para tratamento do câncer de mama metastático no SUS !!

Consulta PublicaHá meses o órgão avaliava pedidos de inclusão no SUS de uma terapia combinada, composta pelos medicamentos trastuzumabe e pertuzumabe, para controle do câncer de mama metastático HER2+, um subtipo mais agressivo do câncer de mama, ampliando assim as possibilidades terapêuticas para essas pacientes. O trastuzumabe mudou a forma como o câncer de mama é tratado no mundo e figura na lista de medicamentos básicos para combater o câncer criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), usada para orientar governos na decisão de oferta de medicamentos para a população. Esse medicamento já é ofertado desde 2012 na rede pública de saúde, mas apenas para pacientes com câncer de mama inicial e localmente avançado, ou seja, pacientes que apresentam metástases (tumores que surgem em outros órgãos distantes da mama) não têm atualmente acesso ao tratamento gratuito no SUS, apesar de terem indicação para uso com resultados expressivos. Já o pertuzumabe é uma terapia desenvolvida especificamente para tratar o câncer em sua fase mais avançada, em combinação com o trastuzumabe, potencializando seus efeitos e ampliando os benefícios às pacientes. Pacientes que dispõem de convênios de saúde têm acesso a ambos os tratamentos no Brasil.

Frente aos pedidos de incorporação da terapia combinada, a CONITEC abriu duas consultas públicas distintas. Uma, com parecer favorável à inclusão, referente apenas ao trastuzumabe, revendo uma postura anterior, uma vez que essa incorporação já foi negada para pacientes com câncer de mama metastática no passado, e outra, com parecer desfavorável, referente à inclusão da terapia combinada, sobre a inclusão dos dois tratamentos. O objetivo das consultas é ouvir pacientes, familiares, amigos, cuidadores, profissionais de saúde, integrantes de ONGs, entre outras pessoas que convivem com o câncer de mama, para que emitam opiniões.

O estudo CLEOPATRA (2013) identificou que a combinação trastuzumabe + pertuzumabe pode proporcionar 56,5 meses de vida a mais a pacientes com câncer de mama metastático. O estudo Estimativa de Mortes Prematuras por Falta de Acesso à Terapia AntiHER2 para Câncer de Mama Avançado no Sistema Público de Saúde Brasileiro, estima que, em 2016, 2008 pessoas foram diagnosticadas com câncer metastático HER2 segundo pesquisa publicada pelo Journal of Global Oncology. Destas, somente 808 mulheres estariam vivas em 2018 caso recebessem apenas a quimioterapia, intervenção padrão do SUS. Porém, 1.408 vidas seriam preservadas se a quimioterapia fosse acrescida do trastuzumabe e 1.576 permaneceriam vivas caso recebessem o padrão ouro: trastuzumabe + e pertuzumabe. Ou seja, 768 mortes prematuras seriam evitadas em dois anos com o uso da terapia combinada.

O estudo Conte-nos, Conheça-nos e Junte-se a Nós (2013), realizado com mulheres com câncer de mama avançado de todo o mundo, constatou que 74% das participantes brasileiras tiveram a saúde emocional negativamente afetada pela doença; ainda, 81% afirmam que a qualidade de vida foi de fato comprometida. Logo, buscar mecanismos que amenizem tais dificuldades e ofereçam chances reais de maior controle da doença, com prognóstico de maior tempo de vida faz parte da bandeira erguida pela FEMAMA em defesa de quem convive com câncer de mama no estágio mais avançado.

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), defende a inclusão do medicamento trastuzumabe na rede pública de saúde para câncer de mama metastático como medida mínima e fundamental, de grande impacto para as pacientes. Além disso, defende também a inclusão da associação trastuzumabe e pertuzumabe, visto que essa é a tecnologia mais avançada disponível, capaz de ampliar os efeitos positivos sobre as pacientes e evitar o problema do acesso desigual aos tratamentos e da judicialização da saúde. Há mais de uma década nenhuma terapia é incorporada ao sistema público de saúde para atender às suas necessidades, apesar das importantes descobertas feitas pela medicina. Sem acesso à alternativa terapêutica mais moderna e eficaz via Sistema Único de Saúde essas pacientes são expostas a barreiras burocráticas e judiciais para obter o tratamento, aumentando a judicialização da saúde, desequilibrando os gastos públicos, e provocando intenso desgaste emocional de pacientes que já encontram-se em uma condição fragilizada.

PRAZO-Pink-background-with-watch-petals-500x500As consultas públicas permanecerão abertas apenas durante 20 dias, entre 12 de abril e 02 de maio. O objetivo das consultas é ouvir pacientes, familiares, amigos, cuidadores, profissionais de saúde, integrantes de ONGs, entre outras pessoas que convivem com o câncer de mama, para que emitam sua opinião sobre a oferta dos medicamentos. Para estimular a participação da sociedade e auxiliar nesse processo, a FEMAMA lança a campanha #PacientesNoControle, que reúne informações para facilitar a compreensão sobre os desafios enfrentados por pacientes com câncer de mama metastático e a importância de se ampliar o acesso a tratamentos adequados na rede pública de saúde para essas mulheres. A campanha oferece informações sobre como participar de ambas as consultas públicas e disponibiliza uma pesquisa elaborada pela FEMAMA para que pacientes com câncer de mama metastático respondam sobre o impacto da doença e do tratamento em suas vidas. As respostas, que serão concedidas anonimamente, serão compiladas em um documento único a ser entregue à CONITEC para contribuir com a avaliação para inclusão do tratamento. Essa pesquisa conta com o apoio do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, Instituto Oncoguia e Instituto Lado a Lado.

Fonte: Femama

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Pertuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2 positivo metastático em primeira linha de tratamento associado ao trastuzumabe e docetaxel

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2) Consulta Pública CONITEC/SCTIE Nº 14/2017

Trastuzumabe para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo metastático em primeira linha de tratamento

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Essa consulta diz respeito à inclusão do medicamento trastuzumabe (sem o uso de pertuzumabe) no SUS para pacientes com câncer de mama HER2+ em estágio metastático

Mitos e Verdades sobre a Mamografia

O Mês de conscientização do câncer de mama está acabando, e você deve ter milhões de desculpas para não fazer a mamografia anual, mas suas razões podem não ser tão boas quanto pensa. Vejamos: Sou muito jovem para fazer o exame. O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres a partir dos 55 anos de idade, mas, também pode acometer mulheres jovens. O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. Para mulheres com risco aumentado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. No Brasil, mulheres a partir dos 40 anos de idade, têm amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento, apesar da falta de recomendação formal pelo Ministério da Saúde. Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco. É verdade que se o câncer de mama acomete sua família, você tem maior risco de ter a doença, principalmente se sua mãe ou irmã já tiveram. Mas, a maioria das mulheres que tem câncer de mama  (85%) não tem histórico familiar da doença. Portanto, faça o rastreamento mamográfico de qualquer maneira. A radiação é muito arriscada. A mamografia utiliza raios X para formar a imagem da mama e é utilizada para o rastreamento do câncer de mama. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido. Eu tenho medo do que pode ser encontrado. Cerca de 80% dos nódulos encontrados nas mamas tendem a ser benignos. A mamografia também não altera nada, apenas mostra com precisão o que já está lá. Se for encontrada alguma alteração na mamografia é importante fazer o diagnóstico e o tratamento, se necessário, para evitar futuras complicações. É um exame muito caro. Não. Toda paciente atendida pelo SUS não paga nada para a realização da mamografia. Todos os convênios e seguros de saúde cobrem o custo do exame. A mamografia dói. A mamografia é um exame muito rápido, pode provocar dor, em algumas mulheres, dependendo da sensibilidade individual, mas é tolerável, e o desconforto provocado pelo exame é breve. O que pode ajudar:
  • Agende seus exames quando suas mamas estiverem menos sensíveis, ou seja, não agende antes da menstruação.
  • Tome um analgésico antes do exame para aliviar a dor.
  • Deixe que a técnica saiba que você pode estar sensível. Ela poderá assim  ser capaz de tornar o exame menos doloroso oferecendo uma experiência positiva.
Eu não tenho nódulos nas mamas tenho que fazer mamografia. Nas mamografias podem encontrar-se pequenos nódulos com tamanho de 1 milímetro, até 3 anos antes de você poder senti-los. Os tumores pequenos, em estágio inicial, são tratáveis e o diagnóstico precoce tem chance de até 95% de cura. Eu sou uma pessoa muito ocupada. Reserve um tempo. Uma mamografia dura entre 15 a 30 minutos, e é parte de seus exames de rotina anuais. Será muito mais demorado se você ficar doente. Meus seios são muito densos. A mamografia pode não ser tão eficaz na detecção de nódulos ou lesões cancerosas em mamas densas, mas também não é inútil. Se sua mamografia não está clara em função das mamas densas, poderá ser feito um segundo exame de imagem, por exemplo, ultrassom ou ressonância magnética. Eu me alimento bem e me exercito regularmente, logo, não corro riscos. Dieta equilibrada e prática de exercícios para manter uma vida saudável podem diminuir o risco de um câncer de mama, mas não o elimina completamente, por conta disso é muito importante a realização da mamografia a partir dos 40 anos. Cuide de sua saúde, cuide de suas mamas! Previna-se! Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores serão as chances de cura!   Fonte: Oncoguia

O que é o Carcinoma Ductal Infiltrante de Mama

O que e carcinoma ductal infiltranteO Carcinoma Ductal Infiltrante de Mama é o tipo mais comum de câncer de mama invasivo, representando aproximadamente 80% dos casos.

As células ductais cancerosas nascem nos ductos mamários (ductos por onde drena o leite durante a amamentação). Nos carcinomas invasivos as celulas cancerosas atravessam o ducto e invadem o estroma, tecido em volta do ducto. Essas células possuem a capacidade de invadir outros tecidos e crescer tanto localmente quanto de se espalhar pelas veias e vasos linfáticos. E importante lembrar que o carcinoma ductal infiltrante difere do carcinoma situ, o carcinoma in situ não atravessa a barreira do ducto e não tem potencial, por estar contido, de formar metástases.

Diagrama mostrando carcinoma ductal in situ (DCIS)

Os subtipos dos carcinoma ductais são:

• Carcinoma tubular (geralmente menos agressivo); • Carcinoma medular (geralmente afeta mulheres mais jovens, pode estar associado a mutações predisponentes ao câncer); • Carcinoma mucinoso (geralmente acomete mulheres após a menopausa, associado a melhor prognóstico); • Carcinoma papilífero (frequentemente associado a CDIS, geralmente de bom prognóstico); • Carcinoma cribiforme (geralmente de bom prognóstico).
O carcinoma ductal invasivo tem de ser caracterizado quanto à presença e quantidade de receptores hormonais (receptor de estrógeno e progesterona) na superfície das células, além do grau de expressão da proteína Her-2. Esta caracterização é feita pela técnica denominada de imunohistoquímica. Em relação à caracterização da proteína Her-2, pode se fazer necessário teste adicional, denominado de FISH, que consiste em um teste molecular para se ter certeza em relação à expressão de Her-2. A importância do resultado da pesquisa de receptores hormonais e Her-2 está relacionada à possibilidade de se utilizar terapias-alvo.

Existe Câncer de mama em homens?

Cancer de Mama em HomensÉ comum câncer de mama em homens?

Nos homens, o câncer da mama é muito raro. Há cerca de 350 homens diagnosticados a cada ano, em comparação com cerca de 50.000 casos de câncer de mama em mulheres. O sintomas, diagnóstico e tratamento são todos muito semelhantes às mulheres com câncer da mama. Os riscos e as causas variam um pouco, normalmente é mais comum em famílias onde a historia de cancer de mama é muito frequente. Pode existir relação com mutações em genes como o BRCA.

Os sintomas do câncer de mama em homens

O sintoma mais comum para os homens com cancer de mama é um nódulo na área do peito. Este é quase sempre indolor. Outros sintomas podem incluir:
  • Inchaço da mama
  • Uma ferida (úlcera) na pele da mama
  • Mamilo retraído
  • Caroços debaixo do braço
Se você tiver algum destes sintomas, é importante ir ao seu médico de família imediatamente. Encontrar um câncer precoce dá a melhor chance de sucesso do tratamento.

Cirurgia

A operação mais comum para os homens com câncer de mama é a remoção da totalidade de mama (mastectomia), incluindo o mamilo. Não há tecido mamário muito em homens, por isso geralmente não é possível deixar qualquer coisa atrás. Às vezes, o cirurgião remove também parte do músculo subjacente se ele está perto do câncer. Para os homens diagnosticados com câncer de mama invasivo, o cirurgião pode remover alguns dos gânglios linfáticos da axila. Para os homens, os implantes atualmente disponíveis não recriam a forma correta de peito de um homem por isso não é usual ter a reconstrução da mama. Mas, por vezes, o cirurgião pode ser capaz de melhorar a aparência com mais cirurgias após a mastectomia. Fotos abaixo mostram antes de uma mastectomia, 1 dia e 3 meses após a operação (Fonte: Cancer Research UK).
 
Foto que mostra as marcações feitas antes de uma biópsia mastectomia e linfonodo sentinela
Esta foto mostra a marcação antes da cirurgia.
 
Foto que mostra um homem um dia depois de ter uma biópsia mastectomia e linfonodo sentinela
Logo após a cirurgia
 
Foto que mostra um homem de 3 meses depois de ter uma biópsia mastectomia e linfonodo sentinela
3 meses após a cirurgia
 

O Câncer de Mama pode desaparecer em 11 dias?

O Câncer de Mama pode desaparecer em 11 dias?

Cancer de Mama Ao digitar no google as seguintes palavras: câncer 11 dias, diversas empolgantes frases aparecem e a nos dá a impressão de que a encontramos a solução do problema… Descobrimos a pólvora!!! Não… Infelizmente, ainda não. Vamos aos fatos. O câncer de mama é um nome dado a diferentes doenças, ou seja, existem vários subtipos de câncer de mama. O subtipo HER2 positivo é um subtipo agressivo. Acomete em torno de 20% dos pacientes com câncer de mama. Ao longo das últimas duas décadas, graças ao grande investimento em pesquisa clinica, foram descobertas diversas medicações especificas para o tratamento desse subtipo de câncer de mama, que chamamos de drogas alvo. As drogas alvo mais importantes e que temos acesso na pratica clínica para tratarmos nossas pacientes são: Trastuzumab‬Lapatinib‬Pertuzumab‬, TDM1. Nos últimos anos temos visto estudos utilizando o duplo bloqueio para o tratamento desse tipo de câncer.
O que isso significa? Significa utilizar 2 dessas drogas em combinação para combater o câncer de mama HER2 positivo. Para as pacientes com câncer de mama metastático o duplo bloqueio com Trastuzumab, Pertuzumab e quimioterapia, aumentou significantemente o tempo de vida e o tempo sem a progressão do câncer. E tratamento já está autorizado pela ANVISA para utilizarmos nossa pratica do dia a dia aqui no Brasil.
Para pacientes com câncer de mama sem metátases, ou seja, que em algum momento do tratamento serão submetidas a cirurgia da mama, essa estratégia de tratamento com duplo bloqueio também tem sido muito estudada. É exatamente nesse cenário, que chamamos de tratamento neoadjuvante (antes da cirurgia), que foi avaliado o duplo bloqueio com Lapatinib e Tratazumab e que segundo os autores do trabalho, houve desaparecimento do tumor em 11% dos pacientes em 11 dias. Esse aumento de desaparecimento de tumor de mama com essas medicações já existe e inclusive, algumas pacientes já tem se beneficiado desse tratamento na pratica clinica. O dado cientifico mais robusto que temos até o momento de dublo bloqueio no tratamento do câncer de mama HER2 é a combinação de Trastuzumab, Pertuzumab e Quimioterapia. O que chama a atenção nesse estudo é que as pacientes nao receberam quimioterapia e 11% delas o tumor desapareceu em 11 dias, ou seja, menos de 2 ciclos de tratamento. Isso sugere que alguns tumores HER2 são mais sensíveis que outros. E provavelmente, no futuro estaremos falando da descoberta de outros subtipos de câncer de mama HER2 positivos, possivelmente, nao necessitarão de quimioterapia . Vamos aguardar a publicação oficial desses dados apresentados no congresso europeu para podermos opinar melhor sobre essa pesquisa. O importante é sabermos que essa modalidade de tratamento não é nova. Essas drogas não são novas, já vem sendo utilizadas na oncologia há alguns anos. Portanto, melhor não criarmos falsas esperanças de que a solução para tratamento do câncer é alcançada em 11 dias! Texto: Aline Coelho – 2 minutos contra o cancer

Fatores de Risco Câncer de Mama

O câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolver a doença, tais como idade, fatores endócrinos/história reprodutiva, fatores comportamentais/ambientais e fatores genéticos/hereditários. Mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos de idade, têm maior risco de desenvolver a doença. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam, de modo geral, esse risco. Converse com seu médico e faça acompanhamento a partir dos 40 anos, com exame clínico e mamografia.

Câncer de Mama

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação anormal de células da mama. É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico, principalmente quando diagnosticados precocemente.