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O uso dessas substâncias podem levar a alterações na absorção, eliminação ou metabolismo das medicações. Essa interação pode aumentar a toxicidade ou reduzir o efeito terapêutico do tratamento.
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A maioria das ervas e suplementos não foram estudados, principalmente quando usados junto com quimioterápicos, logo é difícil avaliar qual deles podem interagir.
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É importante que o paciente informe aos seus médicos sobre qualquer substância, e que os profissionais de saúde adquiram conhecimento sobre seus efeitos, riscos, benefícios e interação farmacológicas.
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Anti-oxidantes:

Exemplos de substancias anti-oxidantes: Vitamina A, C, E, beta caroteno, licopeno, selenium, zinco, coenzima Q10, melatonina, blueberries, curcumina e cha verde.
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Pró-bióticos:

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Erva de São João:

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American Ginseng (Panax quinquefolius):

Glutamina:

Outros estudos sugerem também algum benefício na prevenção da neuropatia periférica, entretanto é necessário mais estudos para confirmar o benefício.
Silimarina:

O uso da silimarina pode causa diarreia, nauseas, gazes. A silimarina é metabolizada no fígado e pode interagir com algumas medicações que dependem da enzima citocromo p-450 como por exemplo coumadin. A silimarina pode ter efeito estrogênico e deve ser evitada em paciente com diagnostico de cancer de mama.
Graviola:

Estudos de laboratório mostraram que o extrato da graviola poderia ser efetivo contra bacterias e células de câncer de mama resistentes a algumas quimioterapias. Entretanto, nenhum estudo em humanos mostrou seu benefício!
Em relação aos efeitos colaterais, alguns pesquisadores mostraram que algumas partículas químicas da graviola poderiam levar a danos nos nervos e causar sintomas parecidos com o do Parkinson. Um estudo no caribe mostrou que pessoas que ingeriam mega doses de graviola poderiam ter alterações neurológicas e alucinações.
Losna (Artemisia annua):

Em estudos de laboratorio com cultura de células a artemisia mostrou prevenir a multiplicação de algumas células malignas. Porem, nenhum estudo em humanos mostrou seu benefício!
A Losna pode levar a hepatite e interagir com remédios que possuem metabolismo hepático pela enzima citocromo p450.
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Avelós (Euphorbia tirucalli):

Os dados sobre o avelós é controverso na literatura médica. Ainda não há estudos científicos que comprovem a atividade anti-cancerígena do avelós. Existem estudos em cultura de células e moscas que sugerem algum benefício anti-tumoral, e outros estudos que revelam que o seu látex pode reduzir a imunidade celular, acarretando em um efeito pró-cancerígeno.
Devemos aguardar mais dados para avaliar seu real beneficio.
Outros:
Omega 3, vitamina B16 e glutamina podem ter algum potencial no tratamento de neuropatia quando apropriado, entretanto é necessário mais estudos para confirmar o benefício.