O que é o câncer de reto?

A função do reto é acumular as fezes, antes de serem eliminadas pelo organismo através do anus.
O câncer de reto ocorre quando células malignas proliferam sem parar e formam um tumor.
A vasta maioria dos casos são chamados de adenocarcinoma. O tipo escamoso/epidermoide de reto é muito raro, este pode ser confundido com o câncer de canal anal. A maioria das neoplasias malignas colorectais nascem de um pólipo.
A colonoscopia pode prevenir o câncer de reto. Nela é retirado os pólipos que com o passar dos anos podem virar câncer.
Como diagnosticar?
Exame físico com o toque do reto pode ajudar a diagnostica a presença de massas e nódulos, porém o exame essencial é a colonoscopia. A colonoscopia é o exame endoscópico do intestino grosso e do reto podendo incluir a porção distal do íleo. Nesse exame com a câmera o médico poderá identificar pólipos malignos, pólipos benignos que possuem maior chance de transformação para malignidade e detectar cânceres nos seus diversos estágios. Durante a colonoscopia, na presença de lesões suspeitas, o médico realiza a biopsia.
O diagnostico é dado sempre por biopsia!
Como é classificado o câncer de reto?
- Localização:
- O câncer de reto pode se desenvolver na parte superior, média ou baixa do reto. A localizado é importante na definição do tratamento
- Estadiamento:
O estadiamento é a avaliação da extensão da doença. No câncer de reto avaliamos a invasão do tumor na parede do reto (T), a presença de gânglios doentes (N) e a presença de metástase (M).
- T (invasão do tumor):
- T1: O tumor atinge apenas a muscular da mucosa e a submucosa.
- T2: O tumor invade até a muscular própria.
- T3: O tumor invade as camadas mais externas do reto.
- T4: O tumor invade alem das camadas do reto.
- N (linfonodos regionais):
- N0: Linfonodos estão livres.
- N1: Linfonodos acometidos
- M (metastase)
- M0: ausencia de metástase
- M1: presença de metástase.
Tratamento
O tratamento ideal para o adenocarcinoma de reto depende de vários fatores, sua localização dentro do reto (alto, médio e baixo) e o mais importante sua extensão.
Tumores que nascem na parte alta do reto (sem metástases), devem ser tratados como câncer de intestino e seguirem direto para a cirurgia.
Tumores que nascem na parte média e baixa (sem metástases), devem ser tratados de acordo com sua extensão.
Os tumores iniciais, que invadem só as primeiras camadas da parede do reto (T1 e T2) e não apresentam linfonodos suspeitos nos exames de imagens ( de preferencia a ressonância magnética) podem ser tratador diretamente com cirurgia.
Os tumores que invadem as outras camadas da parede do reto (T3 e T4) ou apresentam linfonodos suspeitos devem ser tratados primeiramente com radioterapia combinada a quimioterapia seguida de cirurgia.
Nas situações de maior risco de recidiva, pode haver indicação de quimioterapia adjuvante, visando melhorar os resultados da cirurgia.
Os paciente que apresentam metástases devem ser tratados com quimioterapia. Entretanto, os casos com metástases hepáticas isoladas, podem se beneficiar da cirurgia em conjunto.