Tipos de Câncer

Este tipo de câncer não é dos mais freqüentes, representando cerca 5% do total da incidência no âmbito mundial, com as maiores taxas encontradas na Austrália e Canadá, principalmente em pacientes do sexo masculino, tabagista e etilista. No Brasil, ele assume importância por causa do câncer de lábio, uma vez que se trata de um país tropical que sustenta também em sua economia atividades rurais nas quais os trabalhadores ficam expostos de forma continuada à luz solar. O câncer de lábio é mais freqüente em pessoas brancas, e registra maior ocorrência no lábio inferior em relação ao superior. O câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o tabagista é também alcoólatra.

Fatores de Risco Os fatores que podem levar ao câncer de boca são o vício de fumar cachimbos e cigarros, o consumo de álcool, a má higiene bucal e o uso de próteses dentárias mal-ajustadas.

Sintomas O principal sintoma deste tipo de câncer é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro e indolores, podendo sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. Dificuldade de fala, mastigação e deglutição, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical (íngua no pescoço) são sinais de câncer de boca em estágio avançado.

Prevenção e Diagnóstico Precoce O auto-exame da boca deve ser realizado a cada seis meses. Homens com mais de 40 anos de idade, fumantes e portadores de próteses mal ajustadas e dentes fraturados devem evitar o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados, realizar o auto-exame da boca e fazer uma consulta odontológica de controle a cada ano. Outra recomendação é a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas. Para prevenir o câncer de lábio, deve-se evitar a exposição ao sol sem proteção (filtro solar e chapéu de aba longa). O combate ao tabagismo é igualmente importante na prevenção deste tipo de câncer.

O Auto-Exame da Boca O auto-exame deve ser feito em um local bem iluminado, diante do espelho. O objetivo é identificar lesões precursoras do câncer de boca. Devem ser observados sinais como mudança na cor da pele e mucosas, endurecimentos, caroços, feridas, inchações, áreas dormentes, dentes quebrados ou amolecidos e úlcera rasa, indolor e avermelhada.

Tratamento A cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia são, isolada ou associadamente, os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer de boca. Em se tratando de lesões iniciais ou seja, restritas ao local de origem, sem extensão a tecidos ou estruturas vizinhas e muito menos a linfonodos regionais (“gânglios”), e dependendo da sua localização, pode-se optar ou pela cirurgia ou pela radioterapia, visto que ambas apresentam resultados semelhantes, expressos por um bom prognóstico (cura em 80% dos casos). Nas demais lesões, se operáveis, a cirurgia está indicada, associada ou não à radioterapia. Quando existe linfonodomegalia metastática (aumento dos “gânglios”), indica-se o esvaziamento cervical do lado afetado, sendo o prognóstico do caso bastante reservado. A cirurgia radical do câncer de boca evoluiu sobremaneira, com a incorporação de técnicas de reconstrução imediata, permitindo largas ressecções e uma melhor recuperação do paciente. As deformidades, porém, são ainda grandes e o prognóstico dos casos, intermediário. A quimioterapia é empregada nos casos avançados, visando à redução do tumor, a fim de possibilitar o tratamento posterior pela radioterapia ou cirurgia. O prognóstico nestes casos é extremamente grave, tendo em vista a impossibilidade de controlar-se totalmente as lesões extensas, a despeito dos tratamentos aplicados. Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O ânus é o músculo que controla a saída das fezes, localizado na extremidade do intestino grosso. Tumores anais são aqueles que ocorrem no canal e margens anais. O canal anal (parte interna do ânus) é a região entre a fenda anal e o anel anoretal, marcado pela musculatura puboretal. Tumores no canal anal são mais freqüentes no sexo feminino e tumores na margem anal (parte externa do ânus) são mais freqüentes no sexo masculino. Esses tumores exibem diferentes tipos histológicos sendo o tipo carcinoma epidermóide aquele que ocorre em cerca de 85% dos casos.

O câncer anal é raro, representa de 1 a 2% de todos os tumores do cólon e de 2 a 4% de todos os tipos de câncer que acometem o intestino grosso.

Fatores de Risco Alguns aspectos infecciosos, como o HPV e o HIV, estão relacionados com o desenvolvimento do câncer anal. Uma dieta pobre em fibras, a prática de sexo anal, o alto consumo de produtos do tabaco, e a fístula anal crônica (doença caracterizada pela presença de um trajeto entre o canal anal e a margem do ânus com secreção purulenta) são outros fatores de risco.

Prevenção Uma dieta balanceada com boa ingestão de fibras e que seja pobre em gordura são consideradas medidas preventivas. É importante estar atento para alterações nos hábitos intestinais e para presença de sangue nas fezes, e caso ocorra, deve ser procurado o médico.

Detecção Precoce Quando detectado em estágio inicial, o câncer anal possui grandes possibilidades de cura. É importante que as pessoas a partir dos 40 anos realizem exames laboratoriais para detecção de sangue nas fezes, e também o exame de toque retal. As pessoas que possuam casos de câncer na família, pólipos e outras doenças associadas ao intestino grosso devem buscar uma avaliação médica periodicamente. Para detectar pequenas lesões intestinais é realizada uma colonoscopia (endoscopia realizada pelo ânus).

Sintomas O câncer anal apresenta como sintomas mais comuns: coceira, dor ou ardor no ânus; sangramento nas evacuações; secreções incomuns no ânus; feridas na região anal e a incontinência fecal (impossibilidade para controlar a saída das fezes).

Diagnóstico Inicialmente realiza-se um exame de toque, e se for necessário uma retossigmoidoscopia. O diagnóstico será realizado através de biópsia de uma amostra do tecido. Outros exames, como ultra-sonografia e ressonância magnética, podem ser solicitados pelo médico para detectar a extensão do tumor e o melhor tratamento.

Tratamento A escolha do tratamento depende do estágio do câncer anal. O tratamento mais utilizado é uma combinação de quimioterapia e radioterapia. Esta combinação oferece uma taxa igualitária em termos de cura ao tratamento de ressecção abdôminoperineal utilizada anteriormente, com a vantagem da preservação esfincteriana. Em estágios iniciais, o tratamento cirúrgico normalmente é eficiente para remover a parte da região afetada (lesão).

Fonte: INCA – Ministério da Saúde.

O câncer colorretal abrange tumores que atingem o cólon (intestino grosso) e o reto. Tanto homens como mulheres são igualmente afetados, sendo uma doença tratável e freqüentemente curável quando localizada no intestino.

Epidemiologia O câncer colorretal é a terceira causa mais comum de morte por câncer, no Brasil. Possui maior incidência na faixa etária entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades de desenvolvimento já aumentam a partir dos 40 anos. Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil, publicadas pelo INCA, o número de casos novos previstos para o ano 2012 é de14.180 entre homens e de 15.960 entre mulheres.

A mortalidade por câncer de cólon e reto pode ser controlada por meio de estratégias de detecção e tratamento precoces.

Fatores de Risco Os principais fatores de risco são: dieta com alto conteúdo de gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo. Também são fatores de risco o consumo em exagerado de bebidas alcóolicas, as doenças associadas como retocolite ulcerativa, doença de Crohn e a predisposição genética (polipose intestinal familiar, síndrome de Linch).

Prevenção Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio, potássio e pobre em gorduras animais é considerada uma medida preventiva. A ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcóolicas deve ser evitada. Como prevenção é indicada uma dieta saudável e a prática de exercícios físicos.

Detecção Precoce O câncer colorretal quando detectado em seu estágio inicial possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao exame de toque retal e ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Para indivíduos com histórico de câncer de cólon e reto na família recomenda-se que, a partir dos 35 anos, seja realizado o exame de detecção de sangue oculto nas fezes e de uma endoscopia através do reto. Uma retossigmoidoscopia é recomendada a cada 3 anos, e, se for notada alguma alteração, deverá ser realizado um exame chamado colonoscopia (endoscopia realizada pelo ânus).

Em pacientes com mais de 30 anos e portadores da síndrome de Linch, é indicado uma colonoscopia e um exame radiológico a cada 3 anos. Para indivíduos com histórico pessoal de câncer ou que apresentem pólipos recomenda-se uma endoscopia anualmente. Já nos casos de polipose familiar do tipo adenomatoso, a retirada do colo através de cirurgia deve ser feita como medida preventiva. Pacientes que sofrem de inflamação intestinal, chamada colite ulcerativa, devem realizar uma endoscopia anualmente.

Sintomas O câncer colorretal em seu estágio inicial não produz sintomas, e quando há algum sinal, dificilmente este é associado ao diagnóstico do tumor. Alguns dos sintomas são: mudança do hábito intestinal como diarréia ou prisão de ventre, gases, dor na região do abdome; náuseas; vômitos e emagrecimento. A perda de sangue pelas fezes é muito comum, causando anemia e fraqueza. Os sinais variam de acordo com o local do tumor. Quando o sangramento possui aspecto vermelho indica que o tumor situa-se na região mais distal do intestino. Quando está situado na região mais proximal, o sangramento apresenta uma coloração negra. Já o tumor no cólon direito tem como característica a presença de uma massa palpável.

Diagnóstico O diagnóstico da doença é feito através de biópsia endoscópica com estudo histopatológico.

Tratamento A cirurgia é o seu tratamento primário, retirando a parte do intestino afetada e os linfonodos próximos a esta região. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da utilização dos grampeadores, evitando assim as colostomias. Após o tratamento cirúrgico, a radioterapia associada ou não à quimioterapia é utilizada para diminuir a possibilidade da volta do tumor (recidiva). Quando a doença está disseminada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura diminuem.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde.

No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o segundo mais comum na população feminina, sendo superado apenas pelo câncer de mama. Este tipo de câncer representa 9,3% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país.

De acordo com dados absolutos sobre a incidência e mortalidade por câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 5.063 mulheres no Brasil em 2009. Para 2012, as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer prevêem 17,540 novos casos.

Fatores de Risco Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero. Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), parcos hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais são os principais. Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV) e o Herpesvírus Tipo II (HSV) têm papel importante no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 99% dos casos de câncer do colo do útero.

Prevenção Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o rastreamento através do exame preventivo. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O Instituto Nacional de Câncer tem realizado diversas campanhas educativas para incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a população quanto para os profissionais da saúde.

Exame Preventivo O exame preventivo do câncer do colo do útero – conhecido popularmente como exame de Papanicolaou – é indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde treinado adequadamente, em qualquer local do país, sem a necessidade de uma infra-estrutura sofisticada. Ele consiste na coleta de material para exame na parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo do útero. O material coletado é afixado em lâmina de vidro, corado pelo método de Papanicolaou e, então examinado ao microscópio.

Para a coleta do material introduz-se um espéculo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo através de uma espátula de madeira e de uma escovinha endocervical. A coleta endocervical nas gestantes pode ser realizada, mas deve ser evitada.

A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame e não submeter-se ao exame durante o período menstrual.

Quando Fazer o Preventivo? Toda a mulher que têm ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade. Inicialmente o exame deve ser feito a cada ano. Se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado negativo para displasia ou neoplasia, o exame pode passar a ser feito a cada três anos.

O exame também deve ser feito nas seguintes eventualidades: período menstrual prolongado, além do habitual, sangramentos vaginais entre dois períodos menstruais, ou após relações sexuais ou lavagens vaginais.

O exame deve ser feito dez ou vinte dias após a menstruação, pois a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem realizar o exame. Neste caso, são coletadas amostras do fundo-de-saco vagina posterior e da ectocérvice, mas não da endocérvice, para não estimular contrações uterinas.

Sintomas Quando não se faz prevenção e o câncer do cólo do útero não é diagnosticado em fase inicial, ele progredirá, ocasionando sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero já localmente invasivo são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação.

Tratamento Só um profissional de saúde pode avaliar adequadamente cada caso e fazer a indicação de um tratamento adequado. Fazer o tratamento é:

• só tomar remédio ou passar pomadas e cremes que forem indicados pelo serviço de saúde; • tomar a quantidade indicada e nas horas certas, até o final do tratamento. Não pare de tomar os remédios e/ou de colocar as pomadas antes do tempo indicado, mesmo que os sintomas desapareçam. A doença pode ficar “escondida”; • retornar ao serviço de saúde sempre que for marcado; • manter seu exame preventivo em dia

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O esôfago é um tubo longo e delgado que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem do alimento ou líquido ingerido até o interior do sistema digestivo, através de contrações musculares.

O câncer de esôfago mais freqüente é o carcinoma epidermóide escamoso, responsável por 96% dos casos. O adenocarcinoma vem tendo um aumento significativo principalmente em casos de esôfago de Barrett, quando há crescimento anormal de células do tipo gástrico para dentro do esôfago.

Epidemiologia O câncer de esôfago apresenta uma alta taxa de incidência em países como a China, Japão, Cingapura e Porto Rico. No Brasil, consta entre os dez mais incidentes, segundo dados obtidos dos Registros de Base Populacional existentes, e em 2000 foi o sexto tipo mais mortal, com 5.307 óbitos.

De acordo com as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil, publicadas anualmente pelo INCA, o câncer de esôfago deverá atingir 10.420 pessoas (7.770 homens e 2.650 mulheres) em 2012.

Fatores de Risco O câncer de esôfago é mais incidente a partir dos 40 anos e está associado ao alto consumo de bebidas alcóolicas e de produtos derivados do tabaco (tabagismo). Outras condições que podem ser predisponentes para a maior incidência deste tumor são a tílose (hiperceratose nas palmas das mãos e na planta dos pés), a acalasia, o esôfago de Barrett, lesões cáusticas no esôfago, síndrome de Plammer-Vinson (deficiência de ferro), agentes infecciosos (papiloma vírus – HPV) e história familiar deste tipo de câncer.

Prevenção Para prevenir o câncer de esôfago é importante a adoção de uma dieta rica em frutas e legumes, e evitar o consumo freqüente de bebidas quentes, alimentos defumados, bebidas alcóolicas e produtos derivados do tabaco.

Detecção Precoce A detecção precoce do câncer de esôfago torna-se muito difícil, pois essa doença não apresenta sintomas específicos. Indivíduos que sofrem de acalasia, tílose, refluxo, síndrome de Plammer-Vinson e esôfago de Barrett possuem mais chances de desenvolver o tumor, e por isso devem procurar o médico regularmente para a realização de exames.

Sintomas O câncer de esôfago não apresenta muitos sintomas, e sua evolução se dá silenciosamente. Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já demonstra a doença em estado avançado. A dor na deglutição evolui da disfagia de alimentos sólidos, chegando até a de alimentos pastosos e líquidos. A perda de peso pode chegar até 10% do peso corporal. Os sinais deste tipo de câncer são geralmente inexpressivos em estágios iniciais. Porém, alguns sintomas são característicos como a dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal, dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.

Diagnóstico O diagnóstico é feito através da endoscopia digestiva, de estudos citológicos e de métodos com colorações especiais (azul de toluidina e lugol) para que seja possível se fazer o diagnóstico precoce, fazendo com que as chances de cura atinjam 98%. Na presença de disfagia para alimentos sólidos é necessária a realização de um estudo radiológico contrastado, e também de uma endoscopia com biópsia ou citologia para confirmação. A extensão da doença é muito importante em função do prognóstico, já que esta doença tem uma agressividade biológica devido ao fato do esôfago não possuir serosa e, com isto, haver infiltração local das estruturas adjacentes, disseminação linfática, causando metástases hematogênicas com grande freqüência.

Tratamento O paciente pode receber como formas de tratamento a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação destes três tipos. Para os tumores iniciais pode ser indicada a ressecção endoscópia, no entanto este tipo de tratamento é bastante raro. Na maioria dos casos a cirurgia é o tratamento utilizado. Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode passar a ser unicamente paliativo através de quimioterapia ou radioterapia. Nos casos de cuidados paliativos também dispõe-se de dilatações com endoscopia, colocação de próteses auto-expansivas, assim como uso da braquiterapia.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O estômago é o órgão que vem logo após o esôfago, no trajeto do alimento dentro do aparelho digestivo. Ele tem a função de armazenar por pequeno período os alimentos para que possam ser misturados ao suco gástrico e digeridos. O câncer de estômago (também denominado câncer gástrico) é a doença em que células malignas são encontradas nos tecidos do estômago. Os tumores do câncer de estômago se apresentam, predominantemente, sob a forma de três tipos histológicos: o adenocarcinoma, responsável por 95% dos tumores gástricos, o linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e o leiomiossarcoma.

Epidemiologia Cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. O pico de incidência se dá em pessoas, em sua maioria homens, por volta dos 70 anos de idade.

Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer no Brasil, publicadas pelo INCA, estão previstos 20.090 novos casos de câncer de estômago para o ano de 2012 no Brasil.

No resto do mundo, dados estatísticos revelam um declínio da incidência do câncer gástrico especificamente nos Estados Unidos, Inglaterra e em outros países mais desenvolvidos. A alta mortalidade é registrada atualmente na América Latina, principalmente nos países como a Costa Rica, Chile e Colômbia. Porém, o maior número de casos de câncer de estômago ocorre no Japão, onde encontramos 780 casos por 100.000 habitantes.

Fatores de Risco Vários estudos têm demonstrado que a dieta é um fator preponderante no aparecimento do câncer de estômago. Uma alimentação pobre em vitamina A e C, carnes e peixes, ou ainda com uma alto consumo de nitrato, alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados no sal são fatores de risco para o aparecimento deste tipo de câncer. Outros fatores ambientais como a má conservação dos alimentos e a ingestão de água proveniente de poços que contém uma alta concentração de nitrato também estão relacionados com a incidência do câncer de estômago.

Há também fatores de risco de origem patológica. A anemia perniciosa, as lesões pré-cancerosas como a gastrite atrófica e metaplasia intestinal e as infecções gástricas pela bactéria Helicobacter pylori podem ter fortes relações com o aparecimento desta neoplasia. No entanto, uma lesão pré-cancerosa leva aproximadamente 20 anos para evoluir para a forma grave. Sendo assim, a medida mais eficaz para diminuir os riscos é iniciar uma dieta balanceada precocemente, ainda na infância. Pessoas fumantes, que ingerem bebidas alcoólicas ou que já tenham sido submetidas a operações no estômago também têm maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer.

Prevenção Para prevenir o câncer de estômago é fundamental uma dieta balanceada composta de vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras. Além disso, é importante o combate ao tabagismo e diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas.

Detecção Precoce A detecção precoce pode ser feita através do rastreamento populacional através de exame radiológico contrastado do estômago. Este procedimento é indicado somente para pessoas que residem em áreas com elevado índice de incidência e mortalidade, como o Japão. No entanto, ao sentir sintomas digestivos como dor de estômago, saciedade precoce ou vômitos inclusive hemorrágico, procure um médico.

Sintomas Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, algumas características como perda de peso, anorexia, fadiga, sensação de plenitude gástrica, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna ou mesmo o câncer de estômago.

Massa palpável na parte superior do abdome, aumento do tamanho do fígado e presença de linfonodo (íngua) na região supraclavicular esquerda (região inferior do pescoço) e nódulos periumbilicais indicam o estágio avançado da doença. Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, entretanto, a hematemese (vomito com sangue) ocorre em cerca de 10 a 15% dos casos de câncer de estômago.

Diagnóstico Um número elevado de casos de câncer de estômago é diagnosticado em estágio avançado devido aos sintomas vagos e não específicos. Embora a taxa de mortalidade permaneça alta, um significativo desenvolvimento no diagnóstico deste tipo de câncer permitiu a ampliação do número de detecções de lesões precoces. Atualmente são utilizados dois exames na detecção deste tipo de câncer: a endoscopia digestiva alta, o método mais eficiente, e o exame radiológico contrastado do estômago. A endoscopia permite a avaliação visual da lesão, a realização de biópsias e a avaliação citológica da mesma. Através da ultrassonografia endoscópica é possível avaliar o comprometimento do tumor na parede gástrica, a propagação a estruturas adjacentes e os linfonodos.

Tratamento O tratamento cirúrgico é a principal alternativa terapêutica para o câncer de estômago. A cirurgia de ressecção (gastrectomias) de parte ou de todo o estômago associada a retirada de linfonodos além de permitir ao paciente um alívio dos sintomas, é a única chance de cura. Para determinar a melhor abordagem cirúrgica, deve-se considerar a localização, tamanho, padrão e extensão da disseminação e tipo histológico do tumor. São também esses fatores que determinam o prognóstico do paciente. A radioterapia e a quimioterapia são considerados tratamentos secundários que associados à cirurgia podem determinar melhor resposta ao tratamento.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O câncer de fígado é dividido em duas categorias: o primário do fígado e o secundário, ou metastático (originado em outro órgão e que atinge também o fígado). O termo “primário do fígado” é usado nos tumores originados no fígado, como o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular (tumor maligno primário mais freqüente que ocorre em mais de 80% dos casos), o colangiocarcinoma (que acomete os ductos biliares dentro do fígado), angiossarcoma (tumor do vaso sangüíneo) e, na criança, o hepatoblastoma.

Apesar de não estar entre as neoplasias mais prevalentes, o câncer hepatobiliar requer alta complexidade no seu diagnóstico e proficiência no tratamento. Porém, de acordo com os dados consolidados sobre mortalidade por câncer no Brasil em 2008 o câncer de fígado e vias biliares foi responsável por 7.580 óbitos. Fatores de risco Hepatocarcinoma

Cerca de 50% dos pacientes com carcinoma hepatocelular apresentam cirrose hepática, que pode estar associada ao alcoolismo ou hepatite crônica, cujo fator etiológico predominante é a infeccão pelo vírus da hepatite B e C, que estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de fígado.

Em áreas endêmicas a esquistossomose é considerada fator de risco. Atenção especial deve ser dada à ingestão de grãos e cereais. Quando armazenados em locais inadequados e úmidos, esses alimentos podem ser contaminados pelo fungo aspergillus flavus, o qual produz a aflatoxina, substância cancerígena ligada ao Hepatocarcinoma. Além de doenças relacionadas com o depósito de ferro no fígado. O tempo de vida após o diagnóstico de um paciente com o hepatocarcinoma clinicamente detectável é extremamente curto. Assim considerando, o índice de incidência passa a ser equivalente ao de mortalidade.

O hepatocarcinoma possui a possibilidade de prevenção, sendo essa classificada em primária e secundária. A prevenção primária é baseada principalmente no interrompimento da transmissão do vírus da hepatite B, através da utilização de vacinas. A prevenção secundária depende da detecção precoce do tumor, constando da remoção cirúrgica quando o tumor ainda não produziu repercussão clínica, mas já foi detectado pela dosagem no sangue de um marcador tumoral chamado alfafetoproteína, que é uma substância produzida em 40% a 70% dos fígados acometidos pelo câncer, mas não pelo fígado normal.

Colangiocarcinoma

O colangiocarcinoma está relacionado com afecções inflamatórias das vias biliares, principalmente com a infestação por um trematódio (clonorchis sinensis), bastante freqüente nos países asiáticos e africanos, entre outros fatores, alguns desconhecidos.

Angiosarcoma

O potencial carcinogênico das substâncias químicas como o cloreto de vinil, os arsenicais inorgânicos e o Thorotraste (solução de dioxido de tório) está associado ao angiossarcoma.

Manifestações Clínicas Hepatocarcinoma

Os sinais e sintomas dos pacientes com o carcinoma hepatocelular são: dor abdominal (40 a 60%), massa abdominal, distensão (30 a 40%), anorexia, mal estar, icterícia e ascite (20%). Alguns pacientes poderão evoluir com ruptura espontânea do tumor, caracterizada por dor súbita no hipocôndrio direito de forte intensidade, seguida de choque hipovolêmico por sangramento intra-abdominal.

Diagnóstico Hepatocarcinoma

Chama muita atenção no diagnóstico do câncer do fígado o pequeno tempo de evolução, ou seja, o paciente apresenta uma doença geralmente muito avançada ao diagnóstico com um tempo de evolução da sintomatologia muito curto. O tempo que o tumor leva para duplicar o volume de massa tumoral é muito curto em comparação com outros tumores, sendo em média de 4 meses no hepatocarcinoma.

A maioria dos pacientes apresenta alguma anormalidade dos níveis das bilirrubinas, fosfatase alcalina e transaminases. Em pacientes sabidamente cirróticos, o aumento brusco da fosfatase alcalina, seguida de pequena elevação das bilirrubinas e transaminases, é sugestivo de malignidade. A alfafetoproteína sérica se apresenta elevada em 75% a 90% dos pacientes com carcinoma hepatocelular. O tipo fibrolamelar não está associado a altos níveis deste marcador.

Nos pacientes de alto risco, a identificação precoce do carcinoma hepatocelular poderá ser realizada facilmente através da dosagem de alfafetoproteína sérica e ultrassonografia hepática.

Metástases Hepáticas

Nos tumores metastáticos colorretais, pode-se notar em geral um aumento exacerbado da dosagem do antígeno carcinoembrionario (CEA).

Diagnóstico por Imagem

A tomografia computadorizada quando realizada com contraste endovenoso dinâmico, isto é, com cortes sem contraste, com contraste no tempo arterial, portal e supra-hepático, consegue identificar lesões neoplásicas do fígado com exatidão de 75% a 90%. Porém, lesões menores do que 3 cm têm a sua detecção prejudicada devido a isodensidade do parênquima hepático normal.

O exame através da Ressonância Nuclear Magnética (RNM) não apresenta grande diferença em relação ao estudo pela Tomografia Computadorizada, quanto à capacidade de identificar os tumores hepáticos primários ou metastáticos. Este exame pode definir um pouco melhor a extensão do tumor nos pacientes com cirrose hepática, assim como demonstrar os vasos principais sem a necessidade de administração de contraste venoso e diferenciar lesões císticas.

A laparoscopia permite uma visualização direta e a biópsia do tumor, além de avaliar a presença ou ausência de disseminação peritoneal. Sua eficácia aumenta quando associada à ultrassonografia videolaparoscópica, aumentando o índice de ressecabilidade dos pacientes selecionados para a laparotomia.

A colangioressonância, a colangiotomografia, a colangiografia endoscópica retrógrada ou percutânea transhepática podem ser úteis no diagnóstico e no planejamento do tratamento dos tumores, principalmente das vias biliares.

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico é o mais indicado nos tumores hepáticos primários, na ausência de metástases à distância e nos tumores hepáticos metastáticos em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa. A eficácia e segurança na ressecção hepática são fundamentadas no conhecimento da anatomia e compreensão da fisiologia do fígado. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática dependerá do estado clínico do paciente e da quantidade prevista de parênquima hepático restante, que deve ser em torno de 10% do peso corporal. Nos pacientes cirróticos, somente os com a classificação de Child A (cirrose inicial) são candidatos a ressecção hepática segura.

Tratamento Adjuntivo

A radioterapia nos tumores hepáticos é limitada pela baixa tolerância do parênquima hepático à radiação. A dose tolerada fica abaixo da necessária para uma efetiva ação antitumoral e controle da lesão, mas acarreta alívio temporário de sintomatologia. É necessário avaliar os riscos de lesão do parênquima hepático normal, limitando muito o emprego desta terapêutica.

A droga mais ativa até o momento (quimioterapia) é a Doxorubicina, para o tratamento de tumores primários e as taxas de resposta giram em torno de 10%. O 5-fluoracil, por via sistêmica é a droga mais comumente utilizada de forma isolada ou em associação com o ácido fólico e a Oxiplatina no tratamento de doença colo-retal metastática com respostas em torno de 20% a 30%. A quimioterapia intra-arterial hepática possibilita maior concentração da droga no fígado com menor efeito tóxico sistêmico. Por esta via o Floxuridine (FUDR) tem sido a droga mais empregada no tratamento do câncer colo-retal metastático para o fígado.

Na quimioembolização emprega-se a combinação de drogas e partículas de gel insolúvel (ex: cisplatinum e lipiodol e espongel), que são infundidas até que haja uma estagnação do fluxo arterial para o tumor, determinando um aumento da concentração local da droga com simultânea isquemia e necrose.

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Fonte: INCA – Ministério da Saúde – 1996-2004

O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos que acometem esta área e 2% de todas as doenças malignas. Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal verdadeira e 1/3 acomete a laringe supraglótica (ou seja, localizam-se acima das cordas vocais).

Sintomas Na história do paciente o primeiro sintoma é o indicativo da localização da lesão. Assim, odinofagia (dor de garganta) sugere tumor supraglótico e rouquidão indica tumor glótico e subglótico. O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais e sintomas como a alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de um “caroço” na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, pode ocorrer dor na garganta, disfagia e dispnéia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Fatores de Risco Há uma nítida associação entre a ingestão excessiva de álcool e o vício de fumar com o desenvolvimento de câncer nas vias aerodigestivas superiores. O tabagismo é o maior fator de risco para o desenvolvimento do câncer de laringe. Quando a ingestão excessiva de álcool é adicionada ao fumo, o risco aumenta para o câncer supraglótico. Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e beber têm probabilidade de cura diminuída e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor primário na área de cabeça e pescoço.

Tratamento O tratamento dos cânceres da cabeça e pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maior é a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais. É necessária avaliação de um grupo multidisciplinar composto de dentista, cirurgião-plástico, cirurgião plástico reconstrutivo, fonoaudiólogo, radioterapeuta, cirurgião e clínico no planejamento do tratamento, fase de reabilitação e avaliação dos resultados das modalidades terapêuticas utilizadas.

Além dos dados de sobrevida, considerações sobre a qualidade de vida dos pacientes entre as modalidades terapêuticas empregadas são muito importantes para determinar o melhor tratamento. O impacto de se preservar a voz na qualidade de vida no paciente é da maior importância, já que a laringectomia (retirada da laringe) faz com que 30% dos pacientes passe a ter fala esofágica incompreensível e aproximadamente 50% deles ficam reclusos em sua residência, perdendo assim seus empregos e se retirando do convívio social. De acordo com a localização e estágio do câncer, ele pode ser tratado com radioterapia ou cirurgia, havendo uma série de procedimentos cirúrgicos disponíveis de acordo com as características do caso e do paciente. Em alguns casos, com o intuito de preservar a voz, a radioterapia pode ser selecionada primeiro, deixando a cirurgia como resgate quando o a radioterapia não for suficiente para controlar o tumor. Fonte: INCA – Ministério da Saúde – 2012

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes em suas taxas de incidência ajustadas por idade nos registros de câncer de base populacional de diversos continentes. Tem-se documentado também o aumento no risco de mulheres migrantes de áreas de baixo risco para áreas de risco alto. Nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Cancerologia indica que uma em cada 10 mulheres tem a probabilidade de desenvolver um câncer de mama durante a sua vida.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Em 2008, foram registrados 12.089 mortes decorrentes deste tipo de câncer. Dos 518.510 novos casos de câncer com previsão de serem diagnosticados em 2012, o câncer de mama será o segundo mais incidente entre a população feminina, sendo responsável por 52.680 novos casos.

Sintomas Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se mãe e irmã foram acometidas na pré menopausa. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% dos cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada é identificada como fator de risco para câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Detecção Precoce

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. O autoexame das mamas também pode ser realizado, mas não desobriga a mulher a submeter-se ao exame clínico das mamas.

O Exame Clínico das Mamas (ECM) Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, pode detectar tumor de até 1 (um) centímetro, se superficial. O exame deve ser realizado anualmente.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos. Um estudo canadense sugere que o exame clínico tem a mesma efetividade que o uso combinado de mamografia e exame clínico em mulheres de 50 a 59 anos. Além disso, um estudo americano apresenta uma taxa de detecção de câncer de mama maior quando somente a mamografia está alterada do que quando somente o exame clínico está alterado. Quando ambos estão alterados, a taxa de detecção quadruplica.

A Mamografia A mamografia (mastografia ou senografia) é a radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros).

É realizada em um aparelho de raio X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável. Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82% e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.

Os ensaios clínicos sugerem uma redução em 30% da mortalidade por câncer de mama em mulheres de 50 a 69 anos envolvidas em programas de rastreamento. Para aquelas com idade entre 40 e 49 anos, a literatura é controversa, mas aponta para uma redução da ordem de 23%.

O Autoexame das Mamas O INCA – Ministério da Saúde não estimula o autoexame das mamas como estratégia isolada, devendo ser incentivada a sua realização no período entre os exames clínicos das mamas.

Essa técnica não parece ser eficiente para o rastreamento, e não há evidências de que contribua para a redução da mortalidade por câncer de mama. Entretanto, aceita-se o estímulo ao autoexame das mamas nas mulheres brasileiras pelo fato de a maioria dos tumores serem de grande tamanho quando detectados. No entanto, o autoexame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos falsamente negativos, e impacto psicológico negativo nos falsamente positivos.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde – 2012

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo, localizada na parte superior do abdome e atrás do estômago. É responsável pela produção de enzimas, que atuam na digestão dos alimentos, e pela insulina – hormônio responsável pela diminuição do nível de glicose (açúcar) no sangue.

É dividido em três partes: a cabeça (lado direito); o corpo (seção central) e a cauda (lado esquerdo). A maior parte dos casos de câncer de pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.O risco de desenvolver o câncer de pâncreas aumenta após os 50 anos de idade, principalmente na faixa entre 65 e 80 anos, havendo uma maior incidência no sexo masculino.A maior parte dos casos da doença é diagnosticada em fase avançada e portanto é tratada para fins paliativos. O tipo mais freqüente é o adenocarcinoma com 90% dos casos.

Epidemiologia

O câncer de pâncreas é raro antes dos 30 anos de idade, sendo mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade: de 10/100.000 casos entre 40 e 50 anos para 116/100.000 entre 80 e 85 anos.

No Brasil, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos de câncer, sendo responsável por 4% do total de mortes por câncer. Por ano, nos Estados Unidos, cerca de 26.000 pessoas são diagnosticadas com a doença.

A taxa de mortalidade do câncer de pâncreas é alta, pois é uma doença de difícil diagnóstico e extremamente agressiva.

Fatores de Risco

Entre os fatores de risco, destaca-se principalmente o uso de derivados do tabaco. Os fumantes possuem três vezes mais chances de desenvolver a doença do que os não fumantes. Dependendo da quantidade e do tempo de consumo, o risco fica ainda maior.

Outro fator de risco é o consumo excessivo de gordura, de carnes e de bebidas alcoólicas. Como também a exposição a compostos químicos, como solventes e petróleo, durante longo tempo.

Há um grupo de pessoas que possui maior chance de desenvolver a doença e estas devem estar atentas aos sintomas. Pertencem a este grupo indivíduos que sofrem de pancreatite crônica ou de diabetes melitus, foram submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou sofreram retirada da vesícula biliar.

Prevenção

Algumas medidas preventivas podem ser adotadas: evitar o consumo de derivados do tabaco, adotar uma dieta balanceada com frutas e vegetais, e evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

Para indivíduos submetidos a cirurgias de úlcera no estômago ou duodeno ou que sofreram retirada da vesícula biliar recomenda-se a realização de exames clínicos regularmente, como também para aqueles com históricos familiares de câncer. Pessoas que sofrem de pancreatite crônica ou de diabete melitus devem também fazer exames periódicos.

Detecção Precoce

A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer de pâncreas. O tumor normalmente desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial. Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado.

Sintomas

O câncer de pâncreas não apresenta sinais específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sintomas dependem da região onde está localizado o tumor, e os mais perceptíveis são: perda de apetite e de peso, fraqueza, diarréia e tontura.

O tumor que atinge a cabeça do pâncreas possui como sintoma comum a icterícia. Ela é causada pela obstrução biliar, e deixa a pele e os olhos amarelados.

Quando a doença está mais avançada, um sinal comum é a dor, que no início é de pequena intensidade podendo ficar mais forte, localizando-se na região das costas. Outro sintoma do tumor é o aumento do nível da glicose no sangue, causado pela deficiência na produção de insulina.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames de laboratório, como de sangue, fezes e urina. Outros exames podem ser solicitados, como: tomografia computadorizada do abdome; ultrassonografia abdominal; ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas; e também a biópsia do tecido.

Tratamento

A cura do câncer de pâncreas só é possível quando este for detectado em fase inicial. Nos casos passíveis de cirurgia, o tratamento mais indicado é a ressecção, dependendo do estágio do tumor.

Em pacientes cujos exames já mostraram metástases à distância ou estão em precário estado clínico, o tratamento paliativo imediato mais indicado é a colocação de endoprótese.

A radioterapia e a quimioterapia, associadas ou não, podem ser utilizadas para a redução do tumor e alívio dos sintomas.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora só represente 4% dos tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

Epidemiologia Em 2012, segundo dados das Estimativas de Incidência e Mortalidade do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de pele melanoma atingirá 6.230 pessoas no Brasil. Nos Estados Unidos, foi o câncer de aumento mais expressivo, tendo sua incidência quase triplicada nas últimas quatro décadas.

Fatores de Risco Os fatores de risco em ordem de importância são a sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), a pele clara, a exposição excessiva ao sol, a história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Prevenção Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, no qual os raios são mais intensos. Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtros solares com fator de proteção 15 ou mais.

Sintomas O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá a partir do aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre um aumento no tamanho, uma alteração na coloração e na forma da lesão que passa a apresentar bordas irregulares.

Diagnóstico A coloração pode variar do castanho-claro passando por vários matizes chegando até à cor negra (melanoma típico) ou apresentar área com despigmentação (melanoma com área de regressão espontânea). O crescimento ou alteração da forma é progressivo e se faz no sentido horizontal ou vertical. Na fase de crescimento horizontal (superficial), a neoplasia invade a epiderme, podendo atingir ou não a derme papilar superior. No sentido vertical, o seu crescimento é acelerado através da espessura da pele, formando nódulos visíveis e palpáveis.

Tratamento A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma é incurável na maioria dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde – 2012

O carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide, também chamados de câncer de pele não melanoma, são os tipos de câncer de pele mais freqüentes (70% e 25%, respectivamente). Porém, apesar das altas taxas de incidência, o câncer de pele não melanoma apresenta altos índices de cura principalmente devido à facilidade do diagnóstico precoce.

Os carcinomas basocelular são originários da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pelos, por exemplo. Já os carcinomas epidermóides têm origem no queratinócio da epiderme, podendo também surgir no epitélio escamoso das mucosas. Indivíduos que trabalham com exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não melanoma. Esse tipo de câncer é mais comum em adultos com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Pessoas de pele clara, que ficam vermelhas com a exposição ao sol, estão mais sujeitas às neoplasias. A maior incidência deste tipo de câncer de pele se dá na região da cabeça e do pescoço que são justamente os locais de exposição direta aos raios solares.

Epidemiologia O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais freqüente na população brasileira. Segundo as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), dos 518.510 novos casos previstos para o ano de 2012, o câncer de pele não melanoma será responsável pelo diagnóstico de 134.170 novos casos.

Porém, apesar da alta taxa de incidência, o câncer de pele não melanoma não consta como um dos dez tipos de câncer que mais matam. A facilidade do diagnóstico precoce é o principal fator que contribui para o baixo índice de mortalidade.

O carcinoma basocelular é o mais freqüente dos cânceres de pele, correspondendo a cerca de 75% dos cânceres não melanoma diagnosticados. Nos Estados Unidos, a média é de 191 pessoas diagnosticadas por cem mil pessoas brancas.

Fatores de Risco A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco do câncer de pele. Pessoas que vivem em países tropicais como o Brasil e a Austrália, país com o maior registro de câncer de pele no mundo, estão mais expostos a esse tipo de doença.

Porém, doenças cutâneas prévias, fatores irritadiços crônicos (úlcera angiodérmica e cicatriz de queimadura) e exposição a fatores químicos como o arsênico, por exemplo, também podem levar ao diagnóstico de câncer de pele. Nestes casos, a doença costuma se manifestar muitos anos depois da exposição contínua aos fatores de risco.

Prevenção Os tumores de pele estão relacionados a alguns fatores de risco, principalmente, à exposição aos raios ultravioletas do sol. Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol são mais vulneráveis ao câncer de pele não-melanoma.

Evite exposição ao sol das 10h às 16h e utilize sempre filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de chapéus, guarda-sol e óculos escuros.

Outros fatores de risco são a exposição a agentes químicos (arsênico) e a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum, etc.).

Esse tipo de câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. Porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares, a média de idade dos pacientes vem diminuindo.

Autoexame da pele

O que é o autoexame da pele? É um método simples para detectar precocemente o câncer de pele, tanto o melanoma quanto o não-melanoma. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer de pele pode ser curado.

Quando fazer? Ao fazer o autoexame regularmente, você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.

O que procurar? • Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor • Feridas que não cicatrizam em 4 semanas Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, como descrito abaixo: • Assimetria – uma metade diferente da outra • Bordas irregulares – contorno mal definido • Cor variável – várias cores numa mesma lesão: preta, castanho, branca, avermelhada ou azul • Diâmetro – maior que 6 mm

Como fazer? 1) Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo; 2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas; 3) Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital; 4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos; 5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas; 6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.

Caso encontre qualquer diferença ou alteração, procure orientação médica.

Sintomas Pessoas que apresentam feridas na pele que demorarem mais de 4 semanas para cicatrizar, variação na cor de sinais, manchas que coçam, ardem, descamam ou sagram devem recorrer o mais rápido possível ao dermatologista.

Diagnóstico O câncer de pele não melanoma pode apresentar dois tipos de diagnóstico. O carcinoma basocelular é diagnosticado através de uma lesão (ferida ou nódulo) com uma evolução lenta.

O carcinoma epidermóide também surge por meio de uma ferida, porém, que evolui rapidamente e vem acompanhada de secreção e de coceira. A maior gravidade do carcinoma epidermóide é devido à possibilidade que esse tipo de câncer tem de apresentar metástase.

Tratamento Em ambos os casos a cirurgia é o tratamento mais indicado. Porém, dependendo da extensão, o carcinoma basocelular pode também ser tratado através de medicamento tópico ou radioterapia.

No caso do carcinoma epidermóide, o tratamento usual é feito basicamente através de procedimento cirúrgico e radioterapia.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O pênis é o órgão reprodutor do sexo masculino. Em sua extremidade existe uma região mais volumosa chamada glande (“cabeça” do pênis), que é coberta por uma pele fina e elástica, denominada prepúcio.

O câncer que atinge o pênis está muito ligado às condições de higiene da pessoa, sendo a fimose um fator predisponente. Epidemiologia

O câncer de pênis é um tumor raro no homem, com maior incidência em homens mais velhos, a partir dos 50 anos. Está intimamente ligado à situação sócio-econômica da população atingida, relacionando as precárias condições de educação e de hábitos de higiene pessoal, além de comportamento sexual de risco.

No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais freqüente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga.

Na Europa e na América do Norte ocorre um caso para cada 100.000 homens adultos.

Sintomas Feridas na glande (“cabeça” do pênis) podem ser um dos sintomas deste tipo de câncer. Qualquer ferimento indolor ou não no pênis deve ser analisado logo por um médico.

Fatores de Risco A falta de higiene e o comportamento sexual de risco são os principais fatores para o aparecimento do câncer de pênis. Homens que não foram operados de fimose possuem maior probabilidade de desenvolver este tipo de câncer. A fimose ocorre quando a pele de prepúcio é muito estreita ou pouco elástica, o que impede a exposição da glande (“cabeça” do pênis), dificultando assim uma limpeza adequada.

Outro fator de risco é a prática sexual com diferentes parceiros sem o uso de camisinha. A utilização da camisinha é imprescindível em qualquer relação sexual, pois ela diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV (papilomavírus humano), por exemplo.

Prevenção Para prevenir o câncer de pênis é necessário uma limpeza diária com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação.

É fundamental ensinar às crianças desde cedo os hábitos de higiene genital que devem ser praticados todos os dias. A retirada da fimose é uma operação simples e rápida, sem necessitar de internação. É uma medida preventiva para aqueles que não realizaram essa operação, chamada circuncisão, normalmente realizada na infância. Tanto o homem circuncisado como o não circuncisado reduzem as chances de desenvolver este tipo de câncer com bons hábitos de higiene.

Detecção Precoce Quando detectado inicialmente, o câncer de pênis possui tratamento, sendo facilmente curado. É importante realizar o autoexame de pênis uma vez por mês, além do exame médico anual.

Ao realizar o autoexame, os homens devem estar atentos a:

• perda de pigmentação ou manchas esbranquiçadas; • feridas e caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico, e que apresentem secreções e mau cheiro; • tumoração (íngua) do pênis e ou da virilha; • inflamações de longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de fimose.

Ao observar qualquer um destes sinais, é necessário procurar um médico imediatamente.

Diagnóstico Somente através de exame clínico será feito o diagnóstico de câncer de pênis. Após a análise do médico, caso haja necessidade, será solicitada uma biópsia de parte do tecido atingido.

Quando diagnosticado em estado inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura.

Tratamento Seu tratamento é sempre cirúrgico, com retirada da lesão e, em alguns casos, na amputação parcial do membro e na retirada dos gânglios da virilha (primeiro sítio de metástase desta doença). A radioterapia e a quimioterapia têm baixo índice de eficácia. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o desenvolvimento da doença e a amputação com conseqüências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

EpidemiologiaO câncer de próstata é a segunda causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo câncer de pele não-melanoma. Para 2012, estima-se a ocorrência de 60.180 casos novos.O aumento observado tanto nas taxas de incidência como nas de mortalidade pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos, pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida do brasileiro.

Na maioria dos casos, o tumor apresenta um crescimento lento, de longo tempo de duplicação, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ e acometendo homens acima de 50 anos de idade.

Fatores de Risco Assim como em outros cânceres, a idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam exponencialmente após a idade de 50 anos.

História familiar de pai ou irmão com câncer da próstata antes dos 60 anos de idade pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezes em relação à população em geral, podendo refletir tanto fatores hereditários quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer ainda é incerta, não sendo conhecidos os exatos componentes ou através de quais mecanismos estes poderiam estar influenciando o desenvolvimento do câncer da próstata. Contudo, já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também o de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Sintomas Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Diagnóstico O diagnóstico do câncer de próstata é feita pelo exame clínico (toque retal) e pela dosagem de substâncias produzidas pela próstata: a fração prostática da fosfatase ácida (FAP) e o antígeno prostático específico (PSA, sigla em inglês), que podem sugerir a existência da doença e indicarem a realização de ultra-sonografia pélvica (ou prostática trans-retal se disponível). Esta ultrassonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal.

Tratamento Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal.

Controvérsias sobre a detecção precoce do câncer da próstata Entende-se por detecção precoce do câncer da próstata o rastreamento de homens assintomáticos por meio da realização do toque retal e pela dosagem do PSA. Embora esses exames possam detectar o câncer da próstata em seus estádios iniciais, as evidências científicas não permitem concluir se tal detecção reduz a mortalidade por esse câncer ou melhora a qualidade de vida dos pacientes. Apesar da detecção e do tratamento precoces prevenirem a progressão do câncer e o aparecimento de metástases, também é provável que sejam detectados tumores que teriam um crescimento muito lento e que não causariam problemas à saúde do homem.

A morbidade que se segue ao diagnóstico do câncer da próstata deve ser avaliada, tendo em vista a freqüente ocorrência de complicações irreversíveis, que afetam a qualidade de vida do homem após o tratamento para esta doença. Até o momento, existe pouca evidência para determinar a efetividade dos tratamentos mais utilizados (cirurgia e radioterapia) quando comparada à da observação vigilante, ou seja, o adiamento do tratamento até que haja manifestações clínicas do crescimento do tumor. Sugere-se que a cirurgia é eficaz na redução da mortalidade e da progressão do tumor em homens cujo câncer foi diagnosticado após o início dos sintomas. No entanto, ainda não foi determinado se esse achado se aplica ao câncer da próstata detectado durante um rastreamento populacional em homens assintomáticos.

Deste modo, o rastreamento de homens assintomáticos para o câncer da próstata está associado a danos importantes, aqui incluídos os freqüentes resultados falso-positivos dos testes disponíveis, a ansiedade gerada por esses resultados, o número de biópsias desnecessárias e as complicações potenciais do tratamento de tumores que não iriam afetar a saúde do indivíduo. A relação entre os benefícios (redução da morbidade e mortalidade) e os danos anteriormente citados ainda é desconhecida.

Sendo assim, o Instituto Nacional de Câncer – INCA/MS – recomenda que o controle do câncer da próstata seja baseado em ações educativas voltadas em primeiro lugar à população masculina, alertando sobre os sinais e sintomas iniciais do câncer da próstata, estimulando-os a procurar uma unidade de saúde tão logo sejam notados; e aos profissionais de saúde, atualizando-os sobre os sinais de alerta para suspeição do câncer da próstata e os procedimentos de encaminhamento para o diagnóstico precoce dos casos.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. Em 90% dos casos diagnosticados está associado ao consumo de derivados de tabaco (leia mais em Tabagismo). No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 21.069 óbitos, sendo 13.293 homens e 7.776 mulheres, em 2009. Segundo as Estimativas de Incidência e Mortalidade por Câncer do INCA, o câncer de pulmão deverá atingir 27.320 pessoas (17.210 homens e 10.110 mulheres).

O câncer de pulmão de células não pequenas corresponde a um grupo heterogêneo composto de três tipos histológicos distintos:

carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de células grandes, ocorrendo em cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão. Dentre os tipos celulares restantes, destaca-se o carcinoma indiferenciado de células pequenas, com os três subtipos celulares: o linfocitóide (oat cell), o intermediário e o combinado (de células pequenas mais carcinoma epidermóide ou adenocarcinoma). A expressão oat cell ganhou importância no linguajar médico por tratar-se de um subtipo especial de câncer pulmonar, caracterizado por um rápido crescimento, grande capacidade de disseminação e, inclusive com invasão cerebral precoce. Apesar do alto grau de resposta ao tratamento, apresenta baixo percentual de cura.

Diagnóstico A maneira mais fácil de se diagnosticar o câncer de pulmão é através de um raio X torácico complementado por uma tomografia computadorizada. A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser realizada para avaliar a árvore traquebrônquica e eventualmente permitir a biópsia. É fundamental obter um diagnóstico preciso, seja pela citologia ou patologia. Uma vez obtida a certeza da doença realiza-se o estadiamento, que consiste em saber o estágio de evolução, ou seja, se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos.

Fatores de Risco Independentemente do tipo celular ou subcelular, o tabagismo é o principal fator de risco do câncer pulmonar, sendo responsável por 90% dos casos. Outros fatores relacionados são certos agentes químicos (como o arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, níquel, cádmio e cloreto de vinila, principalmente encontrados no ambiente ocupacional), fatores dietéticos (baixo consumo de frutas e verduras), a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão.

Sintomas Os tumores de localização central provocam sintomas como tosse, sibilos, estridor (ronco), dor no tórax, escarros hemópticos (escarro com raias de sangue), dispnéia (falta de ar) e pneumonite (brônquio). Os tumores de localização periférica são geralmente assintomáticos. Quando eles invadem a pleura ou a parede torácica, causam dor, tosse e dispnéia do tipo restritivo (ou seja, pela pouca expansibilidade pulmonar). O tumor localizado no ápice pulmonar (Tumor de Pancoast) geralmente compromete o oitavo nervo cervical e os primeiros nervos torácicos, levando à síndrome de Pancoast, que corresponde à presença de tumor no sulco superior de um dos pulmões e dor no ombro correspondente, que se irradia para o braço. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado, podendo existir em crises em horários incomuns para o paciente. Uma pneumonia de repetição pode ser também um sintoma inicial de câncer de pulmão.

Prevenção A mais importante e eficaz prevenção do câncer de pulmão é a primária, ou seja, o combate ao tabagismo, com o que se consegue a redução do número de casos (incidência) e de mortalidade.

Tratamento O câncer de pulmão apresenta três alternativas terapêuticas: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Estes métodos podem ser associados para obter melhores resultados. Tumores restritos ao pulmão, nos estágios I e II, devem ser operados e removidos. Nestes casos, a chance de cura e de até 70%. Nos outros estágios uma associação de quimio e radioterapia, com eventual resgate cirúrgico é a alternativa que melhor mostra resultados, porém não ultrapassando 30% de índice de cura. No estágio VI a quimioterapia é o tratamento mais indicado, porém, as chances de cura são extremamente reduzidas. Até o momento não existe benefício comprovado pelo uso da imunoterapia.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde

Os testículos fazem parte do órgão reprodutivo masculino e são responsáveis pela produção dos espermatozóides. O câncer de testículo é um tumor menos freqüente, mas com a agravante de ter maior incidência em pessoas jovens em idade produtiva. A criptorquidia (testículo que não desce para a bolsa escrotal) é um fator importante que influi no aparecimento deste tipo de tumor.

Epidemiologia Dentre os tumores malignos do homem, 5% ocorrem nos testículos. O câncer de testículo atinge principalmente homens entre 15 e 50 anos de idade, sendo considerado raro. Sua incidência é de 3 a 5 casos para cada grupo de 100.000 indivíduos. Quando comparado com outros cânceres que atingem o homem, como o de próstata, o câncer de testículo apresenta baixo índice de mortalidade. O fato de ter maior incidência em pessoas jovens e sexualmente ativas possibilita a chance do câncer de testículo ser confundido ou até mesmo mascarado por orquiepididimites, que são inflamações dos testículos e dos epidídimos, geralmente transmitidas sexualmente. Se após a administração de medicamentos não houver melhora do inchaço ou sintoma, é recomendável procurar o médico novamente. O câncer de testículo é facilmente curado quando detectado precocemente.

A American Cancer Society (Atlanta, Estados Unidos) estimou que em 1998 cerca de 7600 homens seriam diagnosticados com câncer de testículo nos Estados Unidos, com previsão de 400 óbitos.

Sintomas O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, aproximadamente do tamanho de um ervilha. Mas, ao palpar qualquer massa que não tenha sido verificada anteriormente, deve ser procurado um médico imediatamente, de preferência um urologista. A alteração encontrada pode se tratar somente de uma infecção, porém, no caso de um tumor o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. Note-se que massas escrotais não aderentes ao testículo não são suspeitas de câncer. Deve-se ficar atento a alterações como aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, dor imprecisa no abdômen inferior, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos. Na dúvida, procure um médico.

Fatores de Risco Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de testículo são: histórico familiar deste tumor, lesões e traumas na bolsa escrotal e a criptorquidia.

Na infância, é importante o exame do pediatra para verificar se ocorreu normalmente a descida dos testículos para a bolsa escrotal.

Detecção precoce O câncer de testículo é considerado um dos mais curáveis, principalmente quando detectado em estágio inicial. O exame físico é o melhor meio de detecção precoce.

Autoexame dos testículos Deve ser feito uma vez por mês, após um banho quente. O calor relaxa o escroto e facilita a observação de quaisquer anormalidades de tamanho, sensibilidade ou densidade.

O que procurar? • Alteração do tamanho dos testículos; • sensação de peso no escroto; • dor imprecisa na parte inferior do abdômen ou na virilha; • derrame escrotal, caracterizado por líquido no escroto; • dor ou desconforto no testículo ou escroto.

Como fazer? • De pé, em frente ao espelho, verifique a existência de alterações em alto relevo na pele do escroto; • examine cada testículo com as duas mãos; • posicione o testículo entre os dedos indicador, médio e o polegar; • revolva o testículo entre os dedos – você não deve sentir dor ao realizar o exame; • não se assuste se um dos testículos parecer ligeiramente maior que o outro, isto é normal; • ache o epidídimo – canal localizado atrás do testículo que coleta e carrega o esperma; • se você se familiarizar com essa estrutura, não confundirá o epidídimo com uma massa suspeita; • os tumores malignos são localizados com mais frequência lateralmente aos testículos, mas também podem ser encontrados na porção ventral (parte de baixo dos testículos);

Diagnóstico Se por um lado é uma doença agressiva com alto índice de duplicação das células tumorais (que podem levar à rápida evolução da patologia) por outro lado é de fácil diagnóstico e um dos tumores com maior índice de cura, visto ser altamente responsivo aos quimioterápicos utilizados no momento. O câncer do testículo possui marcadores tumorais sangüíneos (alfa feto proteína e beta HCG) que podem ajudar no diagnóstico e no acompanhamento futuro da doença.

Tratamento O tratamento inicial é sempre cirúrgico, através de um pequeno corte no abdome, quando se expõe o testículo e realiza-se uma biópsia. O resultado do material retirado é feito no momento da cirurgia. Nos casos de positividade para câncer, é procedida a retirada do testículo (que nada afeta a função sexual ou reprodutiva do paciente, caso tenha o outro testículo normal). A seguir é feita uma pesquisa no organismo do paciente (com exames para procurar outros sítios da doença), quando o especialista determina a continuidade do tratamento.

Fonte: INCA – Ministério da Saúde